domingo, 8 de março de 2020

Desafio 1+3 | 12 livros para 2020

The Witcher - Volume I. Foi a minha escolha para o tema do The Bibliophile Club do mês de Janeiro (e sobre o qual irei publicar em breve, prometo). Tomei conhecimento desta saga a partir da série da Netflix. Ao principio a série não me despertou muito o interesse, contudo, quando a minha irmã a começou a ver e me contou do que se tratava, percebi que estava a cometer um erro tremendo ao tê-la descartado. A segunda temporada da série de televisão, infelizmente, só é lançada em 2021, por isso fiquei feliz por saber que existem pelo menos mais uns cinco livro da saga para ler ao longo deste ano e que veem preencher o vazio deixado pela série de televisão.

Outlander. Neste momento esta é uma leitura que se encontra em pausa. Já falei desta saga e também da série de televisão aqui no blog, por isso dispensa apresentações. Estou a meio da leitura do quinto livro. Em comparação com os quatro primeiros, estou a achar este um pouco maçador, por isso é que o deixei agora em espera, mas tenho esperança de que seja apenas uma “fase” e o livro fique mais interessante quando o retomar. 

O meu coração entre dois mundos. É o capítulo final da trilogia, que começou com Viver depois de ti e Viver sem ti. Conta a história de Lou Clark e a sua luta para ultrapassar uma perda e descobrir o sentido da sua vida. Já li os dois primeiros livros e vi, inclusive, a adaptação cinematográfica do primeiro. Fiquei rendida logo na primeira página, a escrita da autora é extremamente apaixonante, é crua e verdadeira e quase que conseguimos imaginar as personagens a viver mesmo na vida real. Apesar de abordar assuntos sérios e um pouco pesados, é também uma leitura leve, fluida e extremamente viciante. 

Ganhei uma vida quando te perdi. O primeiro livro que li de Raul Minh'Alma foi o romance Foi sem querer que te quis. Já conhecia o autor e a sua obra pelas redes sociais, mas nunca tinha lido nenhuma delas. Ao longo do tempo comecei a sentir uma curiosidade crescente, pois nunca tinha lido um romance escrito por um homem e ainda por cima na voz de uma mulher. O livro acabou por chegar finalmente às minhas mãos no ano passado e fiquei completamente arrebatada, pela imaginação do autor, pela verdade das palavras escritas e sobretudo pelo final surpreendente e inesperado. Este novo romance, pelo que li na sinopse, também promete ser tão arrebatador e inesperado como o anterior e estou ansiosa para lê-lo.

A Noite do Caçador. É a nova obra de Sandra Carvalho, a autora que me despertou para o maravilhoso mundo da literatura fantástica durante a minha adolescência, com A Saga das Pedras Mágica. Quando terminou esta saga, a autora lançou uma trilogia, denominada Crónicas da Terra e do Mar, onde mistura a história de Portugal com a ficção e um toque de fantasia já característica na escrita da autora. Esta nova obra parece-me ser bastante interessante e estou ansiosa para perceber como é que a autora se saiu a escrever numa perspetiva masculina.

Irresistível. É uma obra de J. R. Ward, a escrever como Jessica Bird. Este livro é a continuação de Diz-me Quem És, que conta a história de Grace, uma mulher famosa e importante no seu ramo de negócios que se vê na lista de um assassino e é, por essa razão, obrigada a contratar um guarda-costas. Irresistível conta a história da irmã de Grace, Callie, uma conservadora de arte que é contratada para restaurar uma obra prima, adquirida pelo homem mais irresistível, sensual e ele próprio uma verdadeira obra de arte. O primeiro livro tem assim uma mistura de suspense e romance, a escrita da autora é só espetacular, é de leitura fácil e leve, apesar da temática que aborda, e é extremamente viciante. Para este segundo livro conto ainda com mais drama, suspense, emoção e tensão escaldante.

A Guardiã da Princesa. Devo dizer que, de todos os que estão aqui enumerados, este é um dos livros que mais anseio ler. Li sobre ele no blog Nii Bookshelf e fiquei extremamente encantada e curiosa, em primeiro lugar porque a capa é só das mais bonitas e cativantes que já vi, em segundo porque adoro histórias que envolvam princesas e fantasia e em terceiro porque parece-me uma história totalmente diferente do que estou a imaginar e também de tudo o que já li até agora. Por isso, estou a contar com uma história surpreendente e potencialmente causadora de uma enorme ressaca literário no final.

A sociedade literária da tarte de casca de batata. Já vi a adaptação cinematográfica, pelo que já conheço relativamente bem esta história e as suas personagens, contudo, quando tomei conhecimento da existência do livro e li a sua sinopse, percebi que a história vai muito mais além do que é relatado no filme, o que é compreensível. Achei o filme muito interessante, principalmente porque aborda um período muito delicado da história mundial, mas também pela história que se desenrola á volta desse período. No entanto, como já dei a entender, considero que o livro deve ser muito mais rico e nos permite perceber com muito mais profundidade algumas personagens e algumas situações relatadas no filme.

A distância entre nós. É um romance Young Adult, parecido com A Culpa é das Estrelas (penso eu…), que conta a história de Stella, uma jovem que sofre de fibrosa quística, pelo que tem de manter o mínimo de um centro e oitenta de distancia, de uma pessoa ou de um objeto, de forma a evitar intenções que ponham em risco a possibilidade de um transplante pulmonar; e de Will que, assim que atingir a maioridade, pretende sair do hospital e partir para conhecer o mundo. Também já tem adaptação cinematográfica, que foi o que me despertou o interesse para o livro em primeiro lugar. Ainda não vi o filme, mas pretendo vê-lo logo a seguir a ler o livro.

O sol também é uma estrela. É o segundo romance (se não me engano…) de Nicola Yoon. Já li o primeiro, o Tudo, Tudo… e Nós, que conta a história de Maddy, uma jovem portadora de uma doença rara que a impede de sai de casa, que se apaixona por Olly, um rapaz que se muda para a casa ao lado, virando toda a sua vida do avesso. É um livro de leitura fácil, leve, cómico e ao mesmo tempo comovente e o fim é surpreendente. Este segundo romance aborda um assunto um pouco mais leve, mas igualmente profundo e interessante

Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade. Mais um livro da Jojo Moyes. Também li sobre ele no blog Nii Bookshelf e fiquei extremamente curiosa e ansiosa por lê-lo, não só por retratar uma viagem à Escócia mas também pela própria jornada das personagens que, desconfio, irão sofrer muitas mudanças ao longo da história. Depois de já ter lido pelo menos duas obras desta autora, espero que esta seja ainda mais cativante e arrebatadora.

Uma Princesa em Fuga. Segundo a Nii Bookshelf, esta não é uma daquelas histórias típicas de princesas. A protagonista desta história é uma princesa que já está farta de ser princesa, acabando por fugir do seu palácio, numa tentativa de ser uma mulher “normal”, mas acaba por se meter numa aventura inesperada. Tal como aconteceu com A Guardiã da Princesa, fiquei extremamente curiosa para ler este livro depois de ler a opinião da Nii Bookshelf que, mesmo não contando a história toda, inclui os detalhes certos para aguçar a curiosidade dos leitores.

E vocês? Que livros pensam ler este ano?

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Filme | Klaus


Ultimamente tenho-me deparado com pessoas que acham que os filmes de animação são para as crianças e não para os adultos, o que eu descordo totalmente. Um adulto não é menos adulto só porque vê e gosta de filmes de animação, apenas gosta de se conectar com a sua criança interior de vez em quando.

Eu sou um desses adultos. Tenho 23 anos, mas ainda vibro, choro e divirto-me com um bom filme de animação, e não tenho vergonha nenhuma de admiti-lo, até porque considero que existem certos filmes deste género que devem ser mesmo vistos pelos adultos, pois transmitem mensagens extremamente importantes e que devem ser interiorizadas e praticadas tanto pelos adultos como pelas crianças. Como é o caso do filme de que vos venho falar hoje, o Klaus.

Eu já tinha visto este filme nas sugestões da Netflix, mas não me tinha despertado muito a atenção, mas depois li a publicação que a Inês, do blog Bobby Pins, escreveu sobre ele e soube imediatamente que tinha de o ver, desse por onde desse.

Vi-o ainda antes do Natal e pretendia falar dele aqui nessa altura, mas não consegui… Contudo, faz-me sentido falar dele agora, pois, apesar de este ser um filme alusivo ao Natal, deve ser visto por miúdos e graúdos durante todo o ano, pelos valores extremamente importantes e atuais que devem ser transmitidos e que hoje em dia faltam a muita gente; e para além disso, está nomeado para o Oscar de melhor filme de animação!

De uma forma muito resumida, Klaus conta-nos como surgiram as cartas ao Pai Natal, o ternó e as renas, a fábrica dos brinquedos, o próprio Pai Natal e, no fundo, o Natal com toda a magia que  hoje conhecemos.

Curiosamente, tudo começa quando um aspirante a carteiro é obrigado a ir para uma ilha chamada Smeerenburg, onde vive a população mais infeliz e violenta de sempre, e faz parceria com um lenhador, que constrói brinquedos em madeira, recebendo e entregando as cartas das crianças da ilha e ajudando a entregar os pedidos, entrando pelas suas chaminés.

As crianças que antes eram tão infelizes quanto os pais, começam a encher as ruas de alegria e a fazer boas ações ao descobrirem que existe uma lista de crianças bem comportadas e outra para as mal comportadas. Contagiados pelos seus filhos, também os adultos começam a mudar de atitude e a retribuir os pequenos gestos aos seus vizinhos.

Assim, o grande ensinamento que se retira deste filme é que um ato sincero e generoso gera sempre outro, basta colocar as armas de lado (seja de que tipo forem) e começar a praticar um pouco mais de empatia, generosidade e sinceridade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Adeus 2019! Bem vindo 2020!


2019 foi um ano agridoce. Começou com a contagem decrescente para o fim do ultimo semestre do mestrado e para o inicio daquele que seria o processo mais longo e complicado da minha vida académica, a construção do relatório final. Sabia que ia ser um ano difícil devido a estas circunstâncias, mas tinha esperança de que fosse melhor, bem melhor, e mais calmo do que anterior. No entanto, a vida decidiu trocar-me as voltas mais uma vez, com a inesperada partida do meu avô paterno, pouco depois do meu aniversário.

Mas nem tudo foi mau. Em Agosto voltei ao sitio onde já fui muito feliz, Quarteira. Depois de um ano e meio de perdas e dificuldades, soube bem mudar de ambiente e passar uma semaninha a mergulhar no mar do Algarve e ler um bom livro com os pés enterrados na areia. A seguir vieram as festas aqui da terrinha, com alguns momentos de diversão com os concertos da Ala dos Namorados, do Carlão e dos Expensive Soul.

Depois desta merecida pausa e com a energia relativamente renovada, dediquei-me de novo ao relatório final e consegui finalmente terminá-lo, em meados de Novembro. Foi um processo muito complicado, cheio de altos e baixos, muitos bloqueios e muita falta de motivação e muitas horas a queimar neurónios. No fim tudo acabou por valer a pena, porque resultou num trabalho bem feito, dentro dos possíveis, e que cumpriu praticamente todos os objetivos que eu pretendia concretizar com ele.

A defesa do relatório foi o ponto alto do ano. Correu melhor do que eu pensava, recebi excelentes criticas e também muitos elogios, surpreendi as minhas professoras com o meu á vontade durante a apresentação e a resposta ás perguntas que depois me foram colocadas, e terminei com uma sensação de missão cumprida, pois a mensagem que eu pretendia transmitir com o meu relatório, e que me levou a realiza-lo no inicio, foi muito bem recebida e compreendia.

Quanto aos objetivos que defini no inicio de 2019, haviam dois que eram mais importantes para mim cumprir e que ditavam o fim da minha vida académica e o inicio da minha vida profissional. O primeiro consistia em terminar e entregar o relatório final de mestrado no máximo até julho. Acho que fui um pouco ambiciosa de mais quando defini este objetivo, porque na altura ainda não me tinha apercebido da complexidade que é realizar um trabalho desta dimensão. Não consegui terminar, nem entregar até julho, mas consegui em novembro e foi mesmo na altura certa e quando devia ser.  O segundo objetivo, começar a trabalhar como educadora de infância, não fui a tempo de realiza-lo em 2019, mas é algo que pretendo realizar em 2020.

Para 2020, espero encontrar trabalho, como educadora, claro; pretendo tirar a carta, de modo a conquistar ainda mais a minha independência; quero escrever ainda mais e melhor, principalmente para este blog, mesmo que seja só para mim; e quero continuar a ter tempo para mim e para os meus e aproveitar cada hora, cada minuto e cada segundo todos os dias deste ano.

Um feliz 2020 para todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Christmas is Coming | 5 filmes de Natal


Dezembro já começou, o último mês do ano, o mês das festas, da magia, da família, das músicas e também dos filmes de Natal. A ideia era, na primeira semana do mês partilhar as minhas musicas de natal preferidas, contudo, como já tinha partilhado esta playlist no ano passado, deixei essa ideia de lado e decidi começar este mês com uma lista de filmes, uns que fizeram parte da minha infância e outros mais recentes.

Sozinho em Casa. Despensa apresentações, é um clássico que passa todos os anos na televisão. Não é um dos meus preferidos, tenho de admitir, mas mesmo assim, tinha de estar nesta lista, só pelo sucesso que teve e sempre terá nesta altura do ano e fará sempre parte do repertório cinematográfico de todas as televisões e de todas as familias.

Gremlins. É mais um clássico, apesar de não ser um filme típico do natal. Só conheço este filme à poucos anos, por influência da minha irmã, mas tornou-se rapidamente um dos meus preferidos, pelos efeitos que tem e pelos bichinhos fofinhos e que quando se molham se tornam monstrinhos traquinas e destruidores.

Polar Express. Faz parte da minha infância. Lembro-me de estarmos a ver este filme na casa da minha avó materna, na noite da consoada, enquanto esperavamos que o meu pai chegasse do trabalho. Acho que foi essa a única vez que vi este filme, mas ficou no meu coração para sempre, não só pela magia e própria história que o filme conta, mas também pelas memórias dos meus tempos de criança.

Mickey’s Christmas Carol. Este é outro filme que fez parte da minha infância. É uma curta metragem feita pela Disney, inspirada num clássico de Charles Dickens, chamado Um Conto de Natal, em que as personagens são encarnadas nas figuras da Disney, como o Tio Patinhas, o Mickey e o Pato Donald. Existem outras versões deste conto, mas esta foi sempre a que me cativou mais.

Crónicas de Natal. É um filme mais recente, da Netflix, e é também um dos meus preferidos da plataforma. Neste filme, as personagens tentam filmar o momento da chegada do Pai Natal e, devido a uma série de circunstâncias, acabam por atrasar a entrega dos presentes. No fundo é mais um filme que transborda alegria e magia, típicas do natal.

E vocês? Quais são os vossos filmes favoritos desta época do ano?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Eu e uma Tese | A aguardar defesa...


Sim, está feito. Após quase um ano a trabalhar exclusivamente nisto e a queimar neurónios, finalmente terminei. Foi um alivio enorme quando coloquei o ultimo ponto final, foi o culminar de um percurso que não foi nada fácil de percorrer, e que, por acaso, ainda não acabou. 

Pois é, ainda falta a defesa, isto é, a apresentação e a sua consequente discussão (explico melhor este processo todo na próxima semana, não se preocupem), que era para ser hoje, mas a professora que me ia arguir teve um imprevisto e a data teve de ser alterada para o próximo dia 16.

Enquanto ainda estou neste (enervante…) compasso de espera, senti a necessidade fazer uma pequena reflexão sobre todo processo que me trouxe até aqui e que vou partilhar hoje convosco.

Como já referi, este processo não foi nada fácil, tive alguns obstáculos que se intrometeram no caminho, desde os bloqueios criativos até vários problemas familiares e a repentina perda do meu avô. Tentei superá-los da melhor maneira possível, lutando, insistindo, nunca desistindo, nunca perdendo a esperança e nunca deixando de acreditar.

É verdade, houve uma altura em que quase deixei de acreditar, em mim, nas minhas capacidades, se ia conseguir levar isto até ao fim ou não. Foram muitos os medos que me bloquearam, o medo de falhar, o medo de não conseguir, que com o passar do tempo se revelaram infundados e acabaram por desaparecer e perder a importância.

Hoje, já com tudo terminado, fico com uma sensação de missão cumprida, todas as lágrimas, todo o suor, todos os neurónios queimados valeram a pena. Apesar de achar que podia estar melhor e que me devia ter esforçado mais, estou orgulhosa de mim e tenho a plena noção de que fiz o que podia e sabia, tendo em conta a fase complicada em que estava na minha vida.

Resta-me apenas preparar para a defesa e esperar que tudo corra pelo melhor, sem grande percalços.

Durante a próxima semana partilho com vocês como tudo correu e explico como essa parte funciona.

Até lá, podem dar uma espreitadela aos posts anteriores desta rubrica:


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

5 coisas que faço para manter uma boa saúde mental



No mês passado comemorou-se o dia mundial da Saúde Mental. Apesar de já vir um pouco tarde, não podia deixar de assinalar este dia aqui no blog. De à uns anos para cá tomei consciência do quanto a saúde mental influência a nossa vida e a nossa disposição para vivê-la e do quão importante é mantê-la sã, por isso decidi tomar algumas medidas neste sentido, adotando algumas estratégias que me ajudem a manter uma boa saúde mental.

Ler um bom livro. Foi uma das primeiras estratégias que adotei, mesmo sem me aperceber. Ler sempre foi um dos meus hobbies favoritos e tornou-se um refugio importante em alguns momentos menos bons da minha vida, entrar num mundo diferente do meu ajudava-me, de certa forma, a abstrair dos meus problemas e acalmar os meus níveis de ansiedade.

Escrever, sobre os meus problemas, as minhas angustias, os meus receios, foi uma forma que eu encontrei de deitar tudo cá para fora sem me expor perante a minha família ou os meus amigos. Certos assuntos eram simplesmente demasiado dolorosos e complicados e não me sentia á vontade para falar deles com pessoas que me conheciam e que eram tão próximas, por isso, escrever tornou-se a forma mais fácil para mim de os exteriorizar e torná-los de certa forma mais leves.

Ir a consultas de psicopedagogia. Foi uma lufada de ar fresco que chegou á minha vida. Há três anos a minha vida estava completamente virada do avesso, não sabia o que queria e já nem sabia quem era, até que apareceram as consultas de psicopedagogia. Já tinha tentado consultas de psicologia, mas não deram grande resultado. Depois, apareceu a psicopedagogia, e era exatamente o que eu precisava. Ajudou-me a desenvolver ferramentas e estratégias que hoje em dia me permitem lidar melhor os meus problemas e com os desafios do dia-a-dia.

Tirar um dia ou dois para fazer nada ou outra coisa qualquer. Quando estou bloqueada com alguma coisa sinto necessidade de parar e tirar um dia ou dois, quando tenho tempo, para fazer o que gosto ou para fazer simplesmente nada. Desta forma, fico mais relaxada e com a cabeça mais limpa para regressar ao trabalho ou para pensar nos problemas que tenha para resolver.

Estar com amigos ou com a família. Ao final do dia, por exemplo, gosto de me desligar, quer dos problemas, quer das tecnologias (computador e telemóvel), e passar algum tempo com a minha família, conversar um pouco, ou simplesmente desfrutar da companhia, ajuda-me a recarregar energias para o dia seguinte.


E vocês, que estratégias utilizam para manter uma boa saúde mental? 

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Life Update | Um desabafo, Uma Homenagem, Um Recomeço

Pensei em escrever este post um milhão de vezes, mas a coragem faltava-me sempre, não para pedir desculpas pela minha ausência, porque não é isso que pretendo, mas para descrever e (talvez) reviver tudo o que me tem acontecido e o que tenho sentido nestes últimos meses. Não têm sido tempos fáceis, tem acontecido tudo muito de repente e ao mesmo tempo, deixando-me quase sem forças e sem vontade para continuar…

Como sabem estou a fazer o meu relatório de final de mestrado. Pretendia terminá-lo, no máximo, até ao final de Julho, o que acabou por não acontecer. Surgiram vários bloqueios durante o meu processo de escrita, que me foram deixando cada vez mais desanimada e desmotivada e, para ajudar à festa, perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu avô paterno.

Nos últimos seis meses, até ele falecer, vi-o a decair de dia para dia, a ficar cada vez mais fraco, a deixar de comer, a desistir de viver, e durante a sua ultima semana, fiz questão de estar sempre presente, até quase assistir ao seu ultimo suspiro. 

É claro que durante o tempo em que estive a apoiar os meus avós e a assistir a tudo isto, fui tentando adiantar qualquer coisa do relatório, por pouco que fosse, mas chegou uma altura em que já não dava mais, tinha a cabeça noutro sitio e não me conseguia concentrar de maneira nenhuma, por isso acabei por deixá-lo em segundo plano por uns dias.

Após uma semana acamado, em casa e depois no hospital, o meu avô acabou por falecer, no dia a seguir ao meu aniversário. Apesar de já estar à espera deste desfecho foi muito difícil para mim aceitar a sua partida (ainda hoje é…). O meu avô era como se fosse o pilar da família, estava sempre lá para nos apoiar nos momentos difíceis e para nos aplaudir nos momentos bons e nas nossas conquistas, era a alegria das nossas festas. Nunca irei esquecer as suas histórias e o entusiasmo com que as contava na sua voz grave e alta. Nunca irei esquecer os seus olhos, o seu sorriso, o seu abraço… Nunca irei esquecê-lo, e vou guarda-lo no meu coração e na minha alma até que tenhamos finalmente o nosso reencontro do outro lado.

A seguir a esta pequena homenagem ao meu avô, tenho que falar sobre o futuro do blog… Neste momento encontro-me em fase de conclusões do relatório final, por isso ainda não tenho muito tempo para me dedicar ao blog, mas também não quero deixá-lo ao abandono outra vez e quero voltar a escrever outras coisas que não sejam o relatório. Assim, depois de muito refletir, decidi atualizar o blog apenas duas ou três vezes por mês, pelo menos até ter o relatório terminado.

Como este post já está a ficar demasiado longo, vou ficar por aqui. A próxima publicação ainda não sei para quando será, mas prometo que será para breve.
 
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