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quinta-feira, 12 de março de 2020

TBC | The Witcher: Série Vs Livro


Há muito que não partilhava uma leitura no âmbito do The Bibliophile Club. Têm sido propostos temas bastante interessantes nos últimos meses e ao qual eu pretendia participar, contudo, a altura certa para o fazer acabava sempre por passar e deixava de me fazer sentido participar de todo.

Acabou por acontecer a mesma coisa no mês de Janeiro, cujo tema foi livros adaptados a cinema ou televisão. Consegui terminar de ler o livro ainda antes do fim do mês e pretendia partilhar a minha opinião sobre ele na primeira semana do mês de Fevereiro, mas não consegui. De modo a contrariar esta minha tendência, decidi partilhar na mesma o livro que li para o tema de janeiro, com dois meses de atraso, eu sei, mas mais vale tarde do que nunca, não é verdade!?

Assim sendo, a minha escolha para o tema do mês de Janeiro foi o primeiro volume da saga The Witcher. Primeiro vi a série, pouco depois de ser lançada, na Netflix, por influência da minha irmã, e fiquei imediatamente rendida. Umas semanas depois, pouco antes do Natal, comprámos o primeiro livro, que eu pretendia ler assim que terminasse o que tinha em mãos na altura, mas quando tomei conhecimento do tema do The Bibliophile Club de Janeiro, não consegui resistir e tive de lê-lo mesmo assim.

Como já referi, foi com a série da Netflix que tive o meu primeiro contacto com a saga. Estava um bocadinho reticente quando comecei a ver, porque pensei que fosse mais uma de terror, género do qual eu não sou nada adepta, mas com o tempo percebi que estava enganada. A série está muito bem feita, os efeitos especiais são brutais e super reais, a banda sonora é incrível e encaixa na história na perfeição, e os atores que interpretam as personagens, na minha opinião, foram muito bem escolhidos, fazendo jus ao que está descrito nos livros e causam um impacto visual brutal.

Relativamente ao livro, é de leitura fácil, e extremamente viciante; a história é contada num ritmo alucinante, há sempre coisas novas para descobrir em cada página; a ordem dos acontecimentos é completamente diferente da série, apesar de também ir saltando entre várias linhas do tempo. O que também achei muito interessante no livro, e que não me apercebi quando vi a série, foi o facto de incluir alguns contos dos irmãos Grimm, como a Rapunzel, a Branca de Neve e os Sete Anãos e a Bela e o Monstros, mas de forma mais obscura.

No geral, a série é fiel ao que está descrito no livro, não em tudo, como é obvio, mas muitas das cenas adaptadas estão tal e qual como são descritas no livro. No entanto, se me perguntarem de qual gostei mais, tenho de admitir que gostei muito mais da série. Apesar de o livro também ser bastante bom, acho que fiquei muito mais impressionada com a série. Normalmente prefiro sempre os livros ás suas adaptações, mas neste caso acho que a adaptação superou completamente o livro, tanto pelos efeitos brutais que inclui como pela maneira como a história é contada, que é muito mais cativante e viciante.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Filme | Klaus


Ultimamente tenho-me deparado com pessoas que acham que os filmes de animação são para as crianças e não para os adultos, o que eu descordo totalmente. Um adulto não é menos adulto só porque vê e gosta de filmes de animação, apenas gosta de se conectar com a sua criança interior de vez em quando.

Eu sou um desses adultos. Tenho 23 anos, mas ainda vibro, choro e divirto-me com um bom filme de animação, e não tenho vergonha nenhuma de admiti-lo, até porque considero que existem certos filmes deste género que devem ser mesmo vistos pelos adultos, pois transmitem mensagens extremamente importantes e que devem ser interiorizadas e praticadas tanto pelos adultos como pelas crianças. Como é o caso do filme de que vos venho falar hoje, o Klaus.

Eu já tinha visto este filme nas sugestões da Netflix, mas não me tinha despertado muito a atenção, mas depois li a publicação que a Inês, do blog Bobby Pins, escreveu sobre ele e soube imediatamente que tinha de o ver, desse por onde desse.

Vi-o ainda antes do Natal e pretendia falar dele aqui nessa altura, mas não consegui… Contudo, faz-me sentido falar dele agora, pois, apesar de este ser um filme alusivo ao Natal, deve ser visto por miúdos e graúdos durante todo o ano, pelos valores extremamente importantes e atuais que devem ser transmitidos e que hoje em dia faltam a muita gente; e para além disso, está nomeado para o Oscar de melhor filme de animação!

De uma forma muito resumida, Klaus conta-nos como surgiram as cartas ao Pai Natal, o ternó e as renas, a fábrica dos brinquedos, o próprio Pai Natal e, no fundo, o Natal com toda a magia que  hoje conhecemos.

Curiosamente, tudo começa quando um aspirante a carteiro é obrigado a ir para uma ilha chamada Smeerenburg, onde vive a população mais infeliz e violenta de sempre, e faz parceria com um lenhador, que constrói brinquedos em madeira, recebendo e entregando as cartas das crianças da ilha e ajudando a entregar os pedidos, entrando pelas suas chaminés.

As crianças que antes eram tão infelizes quanto os pais, começam a encher as ruas de alegria e a fazer boas ações ao descobrirem que existe uma lista de crianças bem comportadas e outra para as mal comportadas. Contagiados pelos seus filhos, também os adultos começam a mudar de atitude e a retribuir os pequenos gestos aos seus vizinhos.

Assim, o grande ensinamento que se retira deste filme é que um ato sincero e generoso gera sempre outro, basta colocar as armas de lado (seja de que tipo forem) e começar a praticar um pouco mais de empatia, generosidade e sinceridade.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

The Bibliophile Club | A Saga das Pedras Mágicas, de Sandra Carvalho

Foto da minha autoria.
Após quase dois meses sem participar no The Bibliophile Club, achei que esta seria a altura perfeita para regressar, não só pelo tema deste mês, mas também pelos livros e pelas respetivas autoras que eu já aqui queria trazer há muito tempo.

Uma vez que este mês celebra-se o Dia do Autor Português, as criadoras do The Bibliophile Club (a Sofia, a Sónia e a Carolayne) decretaram que o tema deste mês seria, nada mais, nada menos que Autores Portugueses, e lançaram também um pequeno desafio, que consiste em refletir um pouco sobre os nossos autores portugueses preferidos.

Vou-vos ser muito sincera, não tenho muito o hábito de ler livros de autores portugueses, aliás, conta-se pelos dedos das mãos os autores portugueses que tenho na minha estante, e não é por não gostar do que é nacional, apenas não tem calhado.

De entre os poucos autores portugueses que tenho na minha estante, escolhi uma autora que já queria falar aqui há já algum tempo, que marcou os últimos anos da minha adolescência e reavivou um gosto pela leitura que eu pensava que tinha perdido na altura: a Sandra Carvalho, a mente que está por trás d’ A Saga das Pedras Mágicas. 

Conheci a Sandra e a sua saga no 10º ano, quando ela foi fazer a apresentação dos livros á minha escola. Fiquei extasiada a ouvi-la falar do seu percurso e do que a inspirou a escrever esta história incrível, e a partir do momento em que vi a capa e li a sinopse do primeiro livro, soube que tinha de o ter só para mim, desse por onde desse. E foi o que aconteceu, comprei o primeiro livro e tive o privilégio de o ter autografado pela autora. Foi o primeiro (e ultimo...) livro autografado que adquiri e foi o delírio total na altura.

Avançando agora para a história em si, A Saga das Pedras Mágicasretrata as aventuras de três gerações de mulheres, feiticeiras e sacerdotisas, que lutam para proteger as sete emblemáticas pedras mágicas contra as forças do mal e a magia negra. Ao mesmo tempo, vivem romances arrebatadores, com homens poderosos e encantadores, que sobrevivem a todas as adversidades e mais algumas ao longo de toda a saga.

Não me vou alongar muito mais no resumo da saga, porque também já não me lembro de muitos pormenores, já li os livro há alguns aninhos, mas posso-vos dizer que esta história é muito empolgante, desde a primeira página do primeiro livro, até à ultima página do oitavo e ultimo livro (sim, a saga tem cerca de oito volumes, cada um maior e melhor que outro). O enredo está de tal forma bem escrito que somos capazes mergulhar naquele mundo, como se estivéssemos mesmo lá a assistir a tudo. As personagens são únicas e pela maneira como são descritas até parecem reais. A descrição dos espaço e de toda a ação é extremamente arrebatadora, quase que conseguimos sentir os odores das florestas e brisa na pele, e o coração parece que pára em certas ocasiões da história.

Por isso, se gostam de literatura fantástica e ainda não conhecem a autora, esta é uma saga a não perder, prometo que não se vão arrepender.

Como o post já está um pouco longo, não vou falar do desafio hoje, mas fá-lo-ei, em principio, ainda esta semana.

Entretanto, digam-me, já tinham ouvido falar desta maravilhosa saga e da autora, Sandra Carvalho?

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Livro | Cada Suspiro Teu, de Nicholas Sparks


Inspirado numa história veridica, Cada Suspiro Teu, fala-nos sobre duas pessoas que se encontram por acaso numa praia da Carolina do Norte e acabam por se apaixonar de forma inesperada, incrivelmente rápida, e intensa. No entanto, ambos são de mundos opostos e encontram-se em fases da vida completamente diferentes, o que os leva a fazer uma complicada escolha. 

A praia que os juntou vê-os, agora, partir, mas o amor e os momentos que passaram juntos, ficaram gravados a fogo no coração e na memória de cada um, perdurando no tempo, apesar de todas as partidas pregadas pelo destino.

Já tive o prazer de ler muitos livros do Nicholas Sparks, cada um melhor que o outro, mas este ultrapassou completamente as minhas expectativas, em primeiro lugar, por ter sido inspirado numa história verídica, e em segundo, pela forma inteligente e cativante com que o autor misturou a realidade com a ficção, tendo sempre o cuidado de nunca revelar a verdadeira identidade dos personagens da história.

Achei também muito interessante a contextualização que Sparks faz no inicio, levantando um pouco o véu sobre a forma como descobriu esta maravilhosa história e o caminho que fez para encontrar os seus protagonistas e que o inspirou para escrever este livro. Como aspirante a escritora que sou, fiquei extremamente maravilhada com todo este percurso criativo.

As personagens são extremamente ricas, talvez por serem inspiradas em pessoas reais, com personalidades e histórias de vida com o qual qualquer pessoa se consegue identificar, o que faz desta história ainda mais fascinante e comovente. Além disso, os sentimentos das personagens estão tão bem descritos, ao ponto de o próprio leitor conseguir sentir a sua dor.

Portanto, se gostam de romances comoventes e verdadeiros e/ou são fãs de Nicholas Sparks, como é, não deixem de ler este livro, prometo que não se vão arrepender.

sexta-feira, 1 de março de 2019

The Bibliophile Club | Outlander

Finalmente publico a minha participação do The Bibliophile Club do mês de Fevereiro!

Deixei esta publicação mesmo para a ultima da hora, porque não fazia ideia que livro havia de escolher. O género literário do mês de Fevereiro, mês do amor e do Dia dos Namorados, foi Romance, que é só um dos meus géneros preferidos, o que quer dizer que tenho imensos livros do género, desde os romances clichê, young adult, até aqueles que se misturam com fantasia e um pouco de ação, o que dificultou em muito a minha escolha. 

Também pensei em comprar um livro novo para ler, mas como o livro que estou agora a ler é gigante e também não me dou muito bem a ler mais que um livro ao mesmo tempo, desisti da ideia e decidi falar aqui sobre um livro que já tinha lido. Depois de muito pensar e de olhar para a minha estante, achei que faria sentido falar não de um livro só mas sim sobre uma série de livros, nomeadamente da série Outlander, tendo em conta que estou agora a meio do quarto livro da série (o livro gigante de que vos falei no inicio do parágrafo).


Outlander, de Diana Gabaldon, conta a história de Claire, uma enfermeira do século XX, que vai passar a lua-de-mel à Escócia e acaba por ser transportada para um passado distante, mais propriamente para a Escócia do século XVIII, onde conhece o maravilhoso e hipnotizante guerreiro das Terras Altas, Jamie Fraser, com quem é obrigada a casar, por motivos de vida ou de morte. Deste casamento arranjado acabou por surgir um grande amor e uma paixão avassaladora, deixando Claire divida entre duas vidas e dois homens completamente distintos.

Antes de ler o primeiro livro, vi as primeiras três temporadas da série de televisão, por influencia da minha irmã mais velha, e há uns tempos a minha mãe ofereceu-me os primeiros dois livros. Se eu já estava completamente rendida á serie de televisão, sempre ansiosa pela chegada de uma nova temporada, ainda fiquei  mais maravilhada com os livros. 

A forma como a história está escrita torna a leitura extremamente viciante e as descrições das paisagens escocesas são tão precisas que damos por nós a ser transportados para dentro delas. Os livros são um pouco maiores que o normal, é verdade, e há quem ache que isso é uma fragilidade, mas eu não concordo nada, porque a partir do momento em que se tem o livro na mão e se começa a ler, torna-se muito difícil de largá-lo. Outra coisa que também achei muito interessante nestes livros, foi a facilidade com que a autora faz a ligação entre a ficção e os factos históricos, o que torna o enredo ainda mais rico e emocionante.

Se gostam de um bom romance histórico com um twist de fantasia, não podem perder esta maravilhosa série Outlander, e para quem já viu a série de televisão mas ainda não leu os livros, aconselho vivamente a lê-los mesmo assim, porque a história ainda é mais surpreendente e viciante com mais aventuras e descrições maravilhosas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Filme | Beleza Colateral

Amor, tempo e morte... este é o mote do filme Beleza Colateral.

Um homem perde o bem mais precioso da vida, a filha de 6 anos, e revolta-se com estas três coisas, sem ela já nenhuma faz sentido. Para libertar-se de alguma forma, Howard escreve três cartas, uma ao 
amor, outra ao tempo e por fim á morte. O que ele não esperava era obter uma resposta. Estas três coisas que movem o universo, começam a aparecer no dia-a-dia de Howard, encarnadas em pessoas, com  o objetivo de voltarem a ensinar-lhe o valor da vida e das coisas boas que esta ainda lhe pode trazer, apesar da morte da sua filha.

Beleza Colateral é um filme comovente, um pouco confuso no inicio, e tem a capacidade de tocar na consciência de cada telespectador que tem a oportunidade de o ver, com as  diferentes histórias retratadas no filme que nos fazem refletir sobre o significado da vida e o que é que a move.

Depois de ver este filme, fiquei a pensar que realmente são o Amor, o Tempo e a Morte que têm o poder de mover a vida. O Amor é o que dá sentido a qualquer coisa na vida. As relações, as pessoas, o que fazemos na vida, a nossa profissão, são tudo coisas que se baseiam em algum tipo de Amor. No caso de Howard, era essencialmente na filha que ele encontrava esse bem tão precioso, nos seus olhos, no seu sorriso.  Por outro lado, é do Tempo que a vida depende, nunca sabemos quanto tempo mais é que vamos ter para estar com as pessoas que amamos, para fazer o que mais gostamos, por isso estamos numa corrida constante contra o tempo e na ansia de aproveitar todo o que temos. Por fim, a Morte… É nela que termina a vida, é com ela que o nosso tempo acaba. Mas é preciso aceitá-la e encará-la como sendo algo natural, e inevitável, pois todos nós vamos acabar por encontrá-la, de uma maneira ou de outra. Vão-se as pessoas, ficam as memórias, e a vida que fica tem de continuar...

Penso que é ai que está a beleza colateral que dá nome a este filme. Com a perda de alguém que amamos a vida continua, mas com o sabor agridoce das memórias felizes e da tristeza de elas não voltarem mais e dos momentos de felicidade que se misturam com a tristeza da ausência de quem nunca mais voltará.

Esta é a minha ideia da Beleza Colateral da vida. Qual é a vossa?

domingo, 21 de outubro de 2018

Review | Violetas na janela



Violetas na janela é um livro de literatura espirita, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, e ditado pelo Espirito Patricia. Patricia é uma sobrinha de Vera, que desencarnou com apenas dezanove anos, de forma tranquila e pacifica, e neste livro, a partir da sua tia, relata-nos a sua jornada pelo mundo espiritual, mostrando-nos o que ele tem de melhor e belo, sem esquecer o que ele tem de pior.

Quando comecei a ler este livro, a primeira impressão que tive foi estranheza, pois, apesar de acreditar que pode haver vida depois da morte, ler este relato, ainda por cima sabendo que é verídico, impressionou-me muito. Cheguei até a pensar que não iria conseguir chegar ao fim deste relato. Mas, á medida que ia lendo cada palavra, comecei a ficar cada vez mais agarrada e interessada em saber mais e mais.

No seu relato, Patricia conta-nos como é a vida no plano espiritual, ou melhor, como é a vida de desencarnada. Quando passa para o outro lado, tudo é perfeito e belo, mas à medida que o tempo vai passando e vai ouvindo relatos de outros desencarnados, apercebe-se que o mundo espiritual também tem um lado obscuro, isto é, que a desencarnação não é fácil para todos. Para os que lêem este livro, estes relatos são também ensinamentos sobre o bem e o mal que estamos a fazer aos nossos próprios espíritos.

Como já partilhei aqui, a morte é uma coisa que me impressiona muito, e até me causa algum medo, mas, ao ler este livro apercebi que o meu verdadeiro medo é mesmo do desconhecido. O que me vai acontecer quando chegar a minha hora? Para onde vou? Será que vou reencontrar a minha avó, seja onde for? Por outro lado, ler este relato também me tranquilizou um pouco, fez-me pensar que eu talvez também possa ir para um sitio tão bonito, como o que ela descreve, e continuar a viver, feliz e realizada.

Para terminar, deixo-vos a frase do livro que causou mais impacto em mim e que mais me fez pensar:

Tudo o que narro poderá parecer ficção, mas o que é a morte senão uma nova etapa da vida?
(Violetas na janela, P. 85)

Se perderam alguém, à já algum tempo ou recentemente, e se acreditam na vida depois da morte e no mundo espiritual, recomendo-vos vivamente a ler este livro, vai dar-vos uma perspetiva tranquilizadora do que pode ter acontecido aos ente queridos que perderam.

Agora, digam-me de vossa justiça! O que acharam deste livro? Ficaram com curiosidade em lê-lo? Acreditam na vida depois da morte?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Opinião: Festival da Canção 2018 - A 1.ª Semifinal e os primeiros finalistas


Ontem realizou-se a 1.ª Semifinal do Festival da Canção de 2018, da RTP. Como fomos os grandes vencedores da EuroVisão no ano passado e este ano o festival é no nosso pais, as expectativas estão em altas, quanto à canção que nos irá representar este ano.

Ao longo do mês de Janeiro, principios de Fevereiro, foi-se ouvindo falar que as canções deste ano seriam bastante promissoras, com o qual o espectador se iria identificar e ter todo o prazer em ouvir nas rádios, enquanto conduz até ao trabalho, mas o que eu vi ontem não foi bem assim.

Apesar de ter encontrado canções bastante bonitas e agradáveis ao ouvido, ao longo do programa o reportório começou a revelar-se muito monótono, mantendo-se quase sempre à volta de uma sonoridade melancólica e diria até um pouco chata.

Um ponto que eu achei bastante positiva foi o facto de darem oportunidade a compositores e interpretes mais jovens de mostrarem o que valem, seja bom ou mau. Entre os interpretes, achei  que alguns ficaram um pouco aquém do esperado, pois muitos não tinham a voz adequada à canção.

Quanto ao finalistas desta 1.º semifinal, não achei mau de todo, até fiquei contente, porque passaram algumas das canções que mais tinha gostado:
  • A canção n.º 4; compositor, Fernando Tordo, e interprete, Anabela. Esta foi a canção que achei mais bonita pois, para além de encaixar na perfeição na voz da Anabela, a melodia está repleta de sonoridades caracteristicas do nosso pais e só por isso seria uma forte candidata a representar-nos no festival da EuroVisão.
  • A canção n.º 7; compositor e interprete, Janeiro. É uma canção diferente, simples, um pouco monótona, pela melodia, facto que é logo esquecido pela letra original. 

Da minha parte, as expectativas estão altas para a 2.º semifinal pois, nesta integram alguns músicos bastante conhecidos, como o Miguel Angelo, o Diogo Piçarra e a Capicua, que este ano se aventuraram no Festival da Canção.


E vocês, o que estão a achar das canções deste ano? Concordam com estas primeiras canções que passaram à final?

 
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