terça-feira, 16 de outubro de 2018




Eu sei, eu sei... Voltei a deixar o Daisy's ao abandono... E por isso peço mil e uma desculpas, a vocês, a este cantinho que merece muito mais empenho e dedicação do que lhe tem sido dado e, sobretudo a mim, que me tenho privado a mim própria de fazer o que mais me apaixona, que é escrever, por ter medo de não ser boa o suficiente, por não acreditar em mim e no que sou capaz.

É por esta razão e tantas outras que entrei num bloqueio da qual não consigo (ou penso que não consigo) sair. Por estar demasiado focada no que vão pensar do que escrevo, se vão gostar ou não, se é interessante ou não, esqueci-me de mim e do que realmente interessa, que é fazer o que gosto e divertir-me a fazê-lo. 

Escrever tornou-se quase um martírio, um circulo vicioso de escreve/apaga, escreve/apaga, que me levou a deixar o blog e as minhas histórias cada vez mais para trás. Numa altura tão difícil da minha vida, tal coisa não devia ter acontecido. Devia ter-me agarrado a esta paixão com unhas e dentes e fazer do meu sofrimento algo de que realmente me orgulhasse. Ideias para escrever aqui no blog não me faltavam, o que faltava era a motivação - e a coragem - para as pôr em prática...

A verdade é que, apesar de não publicar nada à já várias semanas, o Daisy's nunca me saiu da cabeça. Li muitas coisas, posts com dicas de outras bloggers, criei um banco de ideias para posts e até estou a pensar criar um Bullet Jornal para me orientar melhor com as publicações e outras coisas. Basicamente, passei todo este tempo a tentar aprender como ser blogger, ou melhor, a tentar encontrar a minha voz. 

Não, ainda não a encontrei, mas acho que este post é a prova de que estou tentar e não vou parar até a encontrar. 

Adivinham-se meses de muito trabalho, com trabalhos da faculdade e a tese (a temida tese...), contudo não quero voltar a deixar este cantinho ao abandono. Por isso, como referi no ultimo parágrafo, vou criar um Bullet Jornal para me orientar melhor e conciliar tudo de maneira a não deixar nada para trás.

Das muitas dicas que li de outras bloggers, uma das que me fez mais sentido foi que, para crescer, um blog tem de ter uma periodicidade mais ou menos definida para a publicação dos posts, de maneira a que os leitores saibam mais ou menos quando é que saem novidades. Como tal, quero deixar já esclarecida esta parte. Não vou ter dias fixos para publicar, mas estou a pensar fazê-lo uma ou duas vezes por semana, ou talvez mais, conforme a minha disponibilidade.

Para terminar, deixo aqui uma promessa, que faço a mim própria - e também a vocês -, nunca mais me deixar pressionar por medos parvos e escrever, escrever, escrever!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Desafio 1+3 | Medo

A morte, a minha e a dos meus, é o medo que mais me aterroriza neste mundo. E aterroriza-me ainda mais o facto de poder acontecer a qualquer momento. Eu tenho a perfeita noção de que este é o rumo natural das coisas, mas não deixa de ser assustador. Saber que a morte pode chegar a qualquer momento, é ainda mais aterrorizador.

Estou a abordar este tema em primeiro lugar, porque este é o medo que tem estado mais presente na minha cabeça ultimamente. Há pouco mais de um mês, a morte levou a minha avó materna, que cuidou de mim durante toda a minha infância. O meu medo da morte concretizou-se, pela primeira vez. Eu sabia que algo assim estava na iminência de acontecer. A minha avó já estava velhinha e estava no hospital a lutar pela vida á duas semanas e já estava a sofrer muito, por isso, a morte dela foi pelo melhor, pois acabou com todo o sofrimento, dela e nosso. 

Os momentos depois de receber a noticia foram os que mais me custaram. A primeira vez que a vi dentro do caixão foi um choque tremendo. Foi o momento em que a ficha caiu e a realidade me atravessou. A minha querida avó tinha morrido e eu nunca mais a iria ver, nunca mais a iria abraçar. O funeral foi o ponto final de todo aquele sofrimento. A despedida final custou horrores. Nunca tinha chorado tanto em toda a minha vida. Quando tudo acabou, veio a paz, juntamente com um vazio enorme no coração e na alma, e uma saudade, que por vezes é quase insuportável.

Todos estes acontecimentos avivaram ainda mais este meu medo da morte, principalmente porque ainda tenho mais três avós que não estão a ir para novos e que, mais tarde ou mais cedo, vão ter o mesmo destino. Como já referi esta é a ordem natural das coisas, mas agora que tive um vislumbre do sofrimento que causa, ainda fiquei mais aterrorizada com a iminência de passar por isso outra vez.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

5 personagens favoritas das Navegantes de Lua


Ao que parece, hoje é o Dia Internacional da Sailor Moon, não sei bem porquê, mas estou a adorar a ideia. As Navegantes da Lua são os desenhos animados que mais marcaram a minha infância, e por isso eu não podia deixar de assinalar este dia aqui no blog. E vou fazê-lo, partilhando com vocês as minhas personagens favoritas da série. Espero que gostem! ^^

domingo, 5 de agosto de 2018

Desafio 1+3


Amor próprio, autoconhecimento, auto-confiança, auto-valorização... Os grande pilares, essenciais, na convivência connosco próprios e também com os que nos rodeiam. Para nos darmos aos outros e conhecermos pessoas diferentes, primeiro precisamos de conhecer-nos a nós próprios, exterior e interiormente, ter consciência dos nossos valores, dos nossos defeitos, das nossas qualidades, para que possamos defender-los com unhas e dentes. Mas para isso precisamos de refletir e falar sobre eles, o que implica olharmos para dentro e deparar-nos com coisas que muitas vezes não queremos e são demasiado complicadas e difíceis de lidar, o que é um exercício muito complicado de se fazer, falo por mim.

O Desafio 1+3, criado pela Carolina, do blog Thirteen, representa um desses exercícios, pois obriga-nos a olhar para nós próprios, para o nosso interior, e refletir sobre o que temos de melhor e de pior, no que já conquistámos, no que ainda temos para conquistar, nos nossos medos, nas nossas falhas, e tomar consciência de que tudo isso faz parte de nós e faz de nós pessoas únicas, e assim desenvolvermos o tal amor próprio e a auto-valorização.

Se estão numa altura da vossa vida em que questionam tudo o que fazem, o que pensam e o que são, ou estão com dificuldades em reconhecer o vosso valor, façam como eu, participem neste desafio e desafiem-se a vocês próprios, prometo que não se vão arrepender. Só têm de enviar um e-mail para  carolina@thirteen.pt.

P.s.: Desculpem o desaparecimento... Durante esta semana explico tudo.

sábado, 2 de junho de 2018

Neste ultimo mês, deixei o Daisy's um pouco abandonado, mas foi por boas razões.

Em maio começou a contagem decrescente para o fim do primeiro ano do mestrado, com um período de estágio mais intensivo e a consequente elaboração de 324 trabalhos que nunca mais acabam, não me restando muito tempo para me dedicar a outras coisas. Por isso, decidi na altura que seria melhor deixar o blog em stand by e dedicar-me exclusivamente aos trabalhos que tinha (e ainda tenho...) em mãos.

Agora, só já me resta mais uma semana, para terminar e entregar os trabalhos que me faltam, e depois ficarei livre para finalmente me voltar a dedicar ao blog. Prometo grandes novidades para o meu regresso, com posts novos sobre assuntos novos e velhos, vou também contar-vos um pouco sobre a minha experiência no estágio que fiz agora em jardim de infância, e muito, muito mais.

Por isso, estejam atentos, que a partir do dia 11 de junho as novidades vão começar a chegar. 😉


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Ah...! Os livros...!


Ah...! Os livros...! A maravilhosa forma de viajar por mundos fantásticos e neles nos aventurarmos, na pele de outras pessoas, sem sairmos do mesmo lugar. Para mim esta é a melhor forma que eu encontro para fugir de mim mesma quando tudo fica complicado e difícil de lidar. Há lá coisa melhor do que nos embrenharmos num livro e esquecermos tudo?

Os livros são um porto de abrigo que nunca nos deixa ficar mal. Nunca desaparece, por mais que os deixemos de lado por uns tempos, estão sempre lá quando mais precisamos. São os nossos eternos amigos e companheiros. Fazem-nos chorar e rir ao mesmo tempo. São apaixonantes, envolventes, desconcertantes e irritantes de tão maravilhosos e belos que são.

Assim são os livros, os melhores refúgios para a alma e para o coração...

Feliz Dia Mundial do Livro!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A Profissão da Minha Vida


Há 5 anos atrás, a minha cabeça dava voltas e voltas e pensava: "O que é que eu quero seguir? Qual é profissão da minha vida?". 

A minha irmã, por exemplo, toda a sua vida sonhou em ser professora, e quando foi a altura de escolher o curso que iria seguir, ela sabia exatamente o que queria escolher, e escolheu, sem hesitações nem incertezas.

Em contrapartida, para mim, o momento da escolha foi angustiante, porque eu não sabia o que queria ser, e o que eu escolhesse, tinha receio de que não fosse o mais acertado, podendo vir a arrepender-me e acabar a viver infeliz, a trabalhar em algo que não me diz nada, a vida toda.

Bom, eu no fundo até sabia o que queria, só não o queria admitir porque sabia que não me sustentaria  para sempre se o seguisse. Todas as minhas brincadeiras de infância se resumiam a criar e imaginar novelas cujas personagens eram as minhas bonecas e, há medida que fui crescendo, comecei a ter a necessidade de as colocar no papel. Assim, descobri uma das minhas grandes paixões, escrever, criar, imaginar; e um dia publicar uma história criada por mim, tornou-se o meu sonho.

Ser escritora a tempo inteiro é o que eu sempre sonhei, mas tinha noção que talvez não fosse possível viver só disso, então, continuei a minha busca pela profissão da minha vida. 

Um dia, agarrei num dos livros de histórias infantis que a minha irmã tem no quarto e comecei a ler sozinha, em voz alta; fazia as entoações, dava vozes diferentes às personagens; e a minha mãe a ouvir-me, sem eu dar por ela. Quando acabei aquela leitura, a minha mãe falou, denunciando a sua presença: "Filha, tu tens tanto jeito para ler essas histórias às crianças, já pensaste em tirar o curso de educadora de infância?"

Foi aqui que se deu o click na minha cabeça; olhei para dentro de mim e comecei a ver características da minha personalidade que me fariam encaixar muito bem como educadora de infância e pensei "É isto! Esta é a profissão da minha vida."

Segui então para a licenciatura em Educação Básica, e aí todas as incertezas me invadiram: Será que é mesmo isto que quero para mim? Será que trabalhar com crianças é a minha vocação? Estas e outras duvidas acompanharam-me durante praticamente toda a licenciatura, acompanhadas por uma desmotivação tremenda, porque o que eu estava a estudar naquele momento, nada tinha a ver com o que eu queria; eu queria ser educadora de infância, não professora de 1.º ou 2.º Ciclo.

Foi no 3.º ano, quando cheguei finalmente ao estágio de jardim de infância, que tive finalmente a certeza que era isto que queria fazer para o resto da minha vida. 

Hoje, estou finalmente no mestrado, e estou finalmente a estudar para ser aquilo que realmente quero ser, Educadora de Infância.

Para os jovens que estão agora a pensar no que querem seguir daqui para frente e não sabem ainda para onde devem ir, tenham calma, não desistam; pesquisem, olhem para dentro de vocês e reflictam sobre as vossas qualidades e capacidades, e aí, garanto-vos, vão encontrar a escolha certa. 😉
 
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