quinta-feira, 2 de abril de 2020

5 dicas para quem tem de escolher um tema para a tese ou relatório final AGORA


No ano passado lancei uma rubrica, chamada Eu e uma Tese, onde partilhei alguns aspetos do meu percurso e experiência de realização de uma tese/relatório final, como a escolha do tema, o processo de escrita e, por fim, a defesa. No seguimento desta rubrica, decidi partilhar algumas dicas relacionadas com cada um dos aspetos que aqui abordei. 

Hoje, como já devem ter percebido, irei partilhar convosco 5 dicas que para mim foram essenciais para a escolha do tema do meu relatório final. Por isso, se também vocês estão neste momento decisivo e ainda não sabem muito bem o que fazer, o que se segue é para vocês.

Tem em atenção os critérios da tese/relatório final que precisas de obedecer. Normalmente cada faculdade ou cada curso tem alguns critérios específicos que se devem obedecer, no meu caso, por exemplo, o tema teria de ser transversal a creche e a jardim de infância e teria de partir de uma situação-problema que tivéssemos observado durante o estágio.

Dá uma vista de olhos a outros trabalhos do mesmo género. Uma coisa que também me ajudou muito foi ver trabalhos de outras colegas, de anos anteriores, para ter uma noção do que já tinha sido feito (e como tinha sido feito), e ver se alguma coisa me despertava a atenção.

Observa o que te rodeia com atenção. Como já referi, um dos critérios definidos para escolha do tema foi partir de uma situação-problema que tivéssemos observado durante o estágio. Se também tens um critério deste género, é importante que observes o que te rodeia com muita atenção e aponta tudo o que te despertar o interesse ou a curiosidade.

Fala com os teus professores, orientadores, amigos ou familiares. Se já tens uma lista extensa de possíveis temas e não sabes muito bem qual escolher ou qual será o correto para ti, conversa com alguém sobre o assunto, com um professor, um amigo ou um familiar. Partilha com eles a tua lista, as tuas duvidas, e pede-lhes uma opinião. Se te conhecerem bem, saberão o que será melhor para ti.

Pensa naquilo que tu gostas, nas tuas dificuldades e no que pode ser importante para ti. Pára um bocadinho, respiro fundo e pensa naquilo que é importante para ti. Existe algum tema em particular que te interesse mais? No que é que sentes mais dificuldades? Foca-te em alguns desses aspetos, será meio caminho andado para adquirires a motivação certa para fazer o teu trabalho.

Estas são as minhas dicas, espero que vos tenham sido úteis. Se alguém tiver mais dicas, sintam-se há vontade para partilhar também nos comentários.

terça-feira, 31 de março de 2020

TBC | Papá, Por Favor, Apanha-me A Lua, de Eric Carle


O mês de Março foi marcado com o aparecimento do (temível O.O) Coronavirus, que nos obrigou a uma quarentena forçada, mas também foi o mês do Dia do Pai e de mais um tema do The Bibliophile Club: livros infantis e/ou infanto-juvenis.

De forma a juntar o útil ao agradável, e como existe na literatura infantil uma panóplia de possibilidades sobre o tema, decidi assinalar aqui o Dia do Pai, escolhendo o livro “Papá, Por Favor, Apanha-me A Lua”, um livro infantil de Eric Carle que, resumidamente, fala de um pai que se esforça por realizar o sonho da sua menina, que é brincar com a Lua. 

Curiosamente, conheci este livro durante as comemorações do Dia do Pai na sala onde me encontrava a estagiar, no primeiro ano do mestrado e apaixonei-me imediatamente, não só pela história, que é encantadora, mas também  pelas várias possibilidades lúdicas e pedagógicas que oferece.

Entre outras coisas, o livro oferece um jogo de tamanhos e direções, em páginas que se desdobram em vários sentidos, à medida que a história se vai desenrolando. Para além disso, também introduz às crianças uma temática que, por vezes, pode ser intrigante para elas, as fases da Lua.

Esta é também uma excelente opção para explorar com as crianças, nesta altura complicada em que não se sabe muito bem o que fazer com elas; a partir da leitura do livro podem fazer-se uma série de atividades e/ou projetos, sobre as fases da lua, por exemplo.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Eu e uma Tese | A Defesa


A temida defesa aconteceu fazem hoje três meses. Foi neste momento que culminou todo um processo, de construção, de reflexão, de edição e reedição, que implicou muito esforço, força de vontade, motivação, e também muito suor e lágrimas.

Foi um momento muito solene. Os meus pais foram acompanhar-me, mas não assistiram á apresentação em si. Eu no inicio pensava que ficaria mais nervosa se eles estivessem a assistir, mas depois isso acabou por deixar de ter importância, neste caso foram eles mesmos que preferiram ficar cá fora, a enviar-me energia positiva.

Curiosamente, a minha família estava mais nervosa que eu. No inicio eu também estava, claro, mas como já sabia mais ou menos o que me esperava e sentia-me minimamente preparada, o nervosismo acabou por ficar em segundo plano.

O processo da defesa (ou prova publica) é bastante simples: primeiro é apresentado o júri, constituído por um presidente, o arguente e o orientador; depois segue-se uma breve apresentação do que consta no relatório, como a metodologia, as palavras-chave e alguns aspetos da investigação; a seguir, os membros do júri fazem a sua apreciação geral e o arguente faz as suas questões; por fim, todas as questões são respondidas, podendo existir até uma pequena discussão entre o arguente e a pessoa que está a fazer a defesa.

Apesar da ansiedade, a apresentação correu bastante bem, não gaguejei, que era o meu maior medo, e consegui dizer tudo o que pretendia, dentro do tempo limite, que eram mais ou menos15/20 minutos. O feedback que recebi foi melhor do que eu esperava, tendo em conta todas as fragilidades que eu sabia que o meu trabalho tinha.

Para minha surpresa, muitas dessas fragilidade, apesar de sinalizadas, acabaram por ser um pouco desvalorizadas, dando-se mais importância aos pontos fortes, que foram muito elogiados e valorizados, como foi o caso das minhas motivações para a escolha do tema e o facto de eu ter exposto muitas das minhas dificuldades e fragilidades relacionadas com o mesmo.

No fim, fiquei com a sensação de missão cumprida, não só por tudo ter finalmente acabado, mas também porque consegui transmitir a mensagem que pretendia e que dizia respeito á importância da disciplina no desenvolvimento das crianças e de esta ser implementada de forma positiva e pedagógica.

Se chegaram ao fim deste post e não perceberam nada do que eu estive a falar, espreitem as outras publicação da rubrica aqui e vão ver que ficam a entender melhor.

quinta-feira, 12 de março de 2020

TBC | The Witcher: Série Vs Livro


Há muito que não partilhava uma leitura no âmbito do The Bibliophile Club. Têm sido propostos temas bastante interessantes nos últimos meses e ao qual eu pretendia participar, contudo, a altura certa para o fazer acabava sempre por passar e deixava de me fazer sentido participar de todo.

Acabou por acontecer a mesma coisa no mês de Janeiro, cujo tema foi livros adaptados a cinema ou televisão. Consegui terminar de ler o livro ainda antes do fim do mês e pretendia partilhar a minha opinião sobre ele na primeira semana do mês de Fevereiro, mas não consegui. De modo a contrariar esta minha tendência, decidi partilhar na mesma o livro que li para o tema de janeiro, com dois meses de atraso, eu sei, mas mais vale tarde do que nunca, não é verdade!?

Assim sendo, a minha escolha para o tema do mês de Janeiro foi o primeiro volume da saga The Witcher. Primeiro vi a série, pouco depois de ser lançada, na Netflix, por influência da minha irmã, e fiquei imediatamente rendida. Umas semanas depois, pouco antes do Natal, comprámos o primeiro livro, que eu pretendia ler assim que terminasse o que tinha em mãos na altura, mas quando tomei conhecimento do tema do The Bibliophile Club de Janeiro, não consegui resistir e tive de lê-lo mesmo assim.

Como já referi, foi com a série da Netflix que tive o meu primeiro contacto com a saga. Estava um bocadinho reticente quando comecei a ver, porque pensei que fosse mais uma de terror, género do qual eu não sou nada adepta, mas com o tempo percebi que estava enganada. A série está muito bem feita, os efeitos especiais são brutais e super reais, a banda sonora é incrível e encaixa na história na perfeição, e os atores que interpretam as personagens, na minha opinião, foram muito bem escolhidos, fazendo jus ao que está descrito nos livros e causam um impacto visual brutal.

Relativamente ao livro, é de leitura fácil, e extremamente viciante; a história é contada num ritmo alucinante, há sempre coisas novas para descobrir em cada página; a ordem dos acontecimentos é completamente diferente da série, apesar de também ir saltando entre várias linhas do tempo. O que também achei muito interessante no livro, e que não me apercebi quando vi a série, foi o facto de incluir alguns contos dos irmãos Grimm, como a Rapunzel, a Branca de Neve e os Sete Anãos e a Bela e o Monstros, mas de forma mais obscura.

No geral, a série é fiel ao que está descrito no livro, não em tudo, como é obvio, mas muitas das cenas adaptadas estão tal e qual como são descritas no livro. No entanto, se me perguntarem de qual gostei mais, tenho de admitir que gostei muito mais da série. Apesar de o livro também ser bastante bom, acho que fiquei muito mais impressionada com a série. Normalmente prefiro sempre os livros ás suas adaptações, mas neste caso acho que a adaptação superou completamente o livro, tanto pelos efeitos brutais que inclui como pela maneira como a história é contada, que é muito mais cativante e viciante.

domingo, 8 de março de 2020

Desafio 1+3 | 12 livros para 2020

The Witcher - Volume I. Foi a minha escolha para o tema do The Bibliophile Club do mês de Janeiro (e sobre o qual irei publicar em breve, prometo). Tomei conhecimento desta saga a partir da série da Netflix. Ao principio a série não me despertou muito o interesse, contudo, quando a minha irmã a começou a ver e me contou do que se tratava, percebi que estava a cometer um erro tremendo ao tê-la descartado. A segunda temporada da série de televisão, infelizmente, só é lançada em 2021, por isso fiquei feliz por saber que existem pelo menos mais uns cinco livro da saga para ler ao longo deste ano e que veem preencher o vazio deixado pela série de televisão.

Outlander. Neste momento esta é uma leitura que se encontra em pausa. Já falei desta saga e também da série de televisão aqui no blog, por isso dispensa apresentações. Estou a meio da leitura do quinto livro. Em comparação com os quatro primeiros, estou a achar este um pouco maçador, por isso é que o deixei agora em espera, mas tenho esperança de que seja apenas uma “fase” e o livro fique mais interessante quando o retomar. 

O meu coração entre dois mundos. É o capítulo final da trilogia, que começou com Viver depois de ti e Viver sem ti. Conta a história de Lou Clark e a sua luta para ultrapassar uma perda e descobrir o sentido da sua vida. Já li os dois primeiros livros e vi, inclusive, a adaptação cinematográfica do primeiro. Fiquei rendida logo na primeira página, a escrita da autora é extremamente apaixonante, é crua e verdadeira e quase que conseguimos imaginar as personagens a viver mesmo na vida real. Apesar de abordar assuntos sérios e um pouco pesados, é também uma leitura leve, fluida e extremamente viciante. 

Ganhei uma vida quando te perdi. O primeiro livro que li de Raul Minh'Alma foi o romance Foi sem querer que te quis. Já conhecia o autor e a sua obra pelas redes sociais, mas nunca tinha lido nenhuma delas. Ao longo do tempo comecei a sentir uma curiosidade crescente, pois nunca tinha lido um romance escrito por um homem e ainda por cima na voz de uma mulher. O livro acabou por chegar finalmente às minhas mãos no ano passado e fiquei completamente arrebatada, pela imaginação do autor, pela verdade das palavras escritas e sobretudo pelo final surpreendente e inesperado. Este novo romance, pelo que li na sinopse, também promete ser tão arrebatador e inesperado como o anterior e estou ansiosa para lê-lo.

A Noite do Caçador. É a nova obra de Sandra Carvalho, a autora que me despertou para o maravilhoso mundo da literatura fantástica durante a minha adolescência, com A Saga das Pedras Mágica. Quando terminou esta saga, a autora lançou uma trilogia, denominada Crónicas da Terra e do Mar, onde mistura a história de Portugal com a ficção e um toque de fantasia já característica na escrita da autora. Esta nova obra parece-me ser bastante interessante e estou ansiosa para perceber como é que a autora se saiu a escrever numa perspetiva masculina.

Irresistível. É uma obra de J. R. Ward, a escrever como Jessica Bird. Este livro é a continuação de Diz-me Quem És, que conta a história de Grace, uma mulher famosa e importante no seu ramo de negócios que se vê na lista de um assassino e é, por essa razão, obrigada a contratar um guarda-costas. Irresistível conta a história da irmã de Grace, Callie, uma conservadora de arte que é contratada para restaurar uma obra prima, adquirida pelo homem mais irresistível, sensual e ele próprio uma verdadeira obra de arte. O primeiro livro tem assim uma mistura de suspense e romance, a escrita da autora é só espetacular, é de leitura fácil e leve, apesar da temática que aborda, e é extremamente viciante. Para este segundo livro conto ainda com mais drama, suspense, emoção e tensão escaldante.

A Guardiã da Princesa. Devo dizer que, de todos os que estão aqui enumerados, este é um dos livros que mais anseio ler. Li sobre ele no blog Nii Bookshelf e fiquei extremamente encantada e curiosa, em primeiro lugar porque a capa é só das mais bonitas e cativantes que já vi, em segundo porque adoro histórias que envolvam princesas e fantasia e em terceiro porque parece-me uma história totalmente diferente do que estou a imaginar e também de tudo o que já li até agora. Por isso, estou a contar com uma história surpreendente e potencialmente causadora de uma enorme ressaca literário no final.

A sociedade literária da tarte de casca de batata. Já vi a adaptação cinematográfica, pelo que já conheço relativamente bem esta história e as suas personagens, contudo, quando tomei conhecimento da existência do livro e li a sua sinopse, percebi que a história vai muito mais além do que é relatado no filme, o que é compreensível. Achei o filme muito interessante, principalmente porque aborda um período muito delicado da história mundial, mas também pela história que se desenrola á volta desse período. No entanto, como já dei a entender, considero que o livro deve ser muito mais rico e nos permite perceber com muito mais profundidade algumas personagens e algumas situações relatadas no filme.

A distância entre nós. É um romance Young Adult, parecido com A Culpa é das Estrelas (penso eu…), que conta a história de Stella, uma jovem que sofre de fibrosa quística, pelo que tem de manter o mínimo de um centro e oitenta de distancia, de uma pessoa ou de um objeto, de forma a evitar intenções que ponham em risco a possibilidade de um transplante pulmonar; e de Will que, assim que atingir a maioridade, pretende sair do hospital e partir para conhecer o mundo. Também já tem adaptação cinematográfica, que foi o que me despertou o interesse para o livro em primeiro lugar. Ainda não vi o filme, mas pretendo vê-lo logo a seguir a ler o livro.

O sol também é uma estrela. É o segundo romance (se não me engano…) de Nicola Yoon. Já li o primeiro, o Tudo, Tudo… e Nós, que conta a história de Maddy, uma jovem portadora de uma doença rara que a impede de sai de casa, que se apaixona por Olly, um rapaz que se muda para a casa ao lado, virando toda a sua vida do avesso. É um livro de leitura fácil, leve, cómico e ao mesmo tempo comovente e o fim é surpreendente. Este segundo romance aborda um assunto um pouco mais leve, mas igualmente profundo e interessante

Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade. Mais um livro da Jojo Moyes. Também li sobre ele no blog Nii Bookshelf e fiquei extremamente curiosa e ansiosa por lê-lo, não só por retratar uma viagem à Escócia mas também pela própria jornada das personagens que, desconfio, irão sofrer muitas mudanças ao longo da história. Depois de já ter lido pelo menos duas obras desta autora, espero que esta seja ainda mais cativante e arrebatadora.

Uma Princesa em Fuga. Segundo a Nii Bookshelf, esta não é uma daquelas histórias típicas de princesas. A protagonista desta história é uma princesa que já está farta de ser princesa, acabando por fugir do seu palácio, numa tentativa de ser uma mulher “normal”, mas acaba por se meter numa aventura inesperada. Tal como aconteceu com A Guardiã da Princesa, fiquei extremamente curiosa para ler este livro depois de ler a opinião da Nii Bookshelf que, mesmo não contando a história toda, inclui os detalhes certos para aguçar a curiosidade dos leitores.

E vocês? Que livros pensam ler este ano?

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Filme | Klaus


Ultimamente tenho-me deparado com pessoas que acham que os filmes de animação são para as crianças e não para os adultos, o que eu descordo totalmente. Um adulto não é menos adulto só porque vê e gosta de filmes de animação, apenas gosta de se conectar com a sua criança interior de vez em quando.

Eu sou um desses adultos. Tenho 23 anos, mas ainda vibro, choro e divirto-me com um bom filme de animação, e não tenho vergonha nenhuma de admiti-lo, até porque considero que existem certos filmes deste género que devem ser mesmo vistos pelos adultos, pois transmitem mensagens extremamente importantes e que devem ser interiorizadas e praticadas tanto pelos adultos como pelas crianças. Como é o caso do filme de que vos venho falar hoje, o Klaus.

Eu já tinha visto este filme nas sugestões da Netflix, mas não me tinha despertado muito a atenção, mas depois li a publicação que a Inês, do blog Bobby Pins, escreveu sobre ele e soube imediatamente que tinha de o ver, desse por onde desse.

Vi-o ainda antes do Natal e pretendia falar dele aqui nessa altura, mas não consegui… Contudo, faz-me sentido falar dele agora, pois, apesar de este ser um filme alusivo ao Natal, deve ser visto por miúdos e graúdos durante todo o ano, pelos valores extremamente importantes e atuais que devem ser transmitidos e que hoje em dia faltam a muita gente; e para além disso, está nomeado para o Oscar de melhor filme de animação!

De uma forma muito resumida, Klaus conta-nos como surgiram as cartas ao Pai Natal, o ternó e as renas, a fábrica dos brinquedos, o próprio Pai Natal e, no fundo, o Natal com toda a magia que  hoje conhecemos.

Curiosamente, tudo começa quando um aspirante a carteiro é obrigado a ir para uma ilha chamada Smeerenburg, onde vive a população mais infeliz e violenta de sempre, e faz parceria com um lenhador, que constrói brinquedos em madeira, recebendo e entregando as cartas das crianças da ilha e ajudando a entregar os pedidos, entrando pelas suas chaminés.

As crianças que antes eram tão infelizes quanto os pais, começam a encher as ruas de alegria e a fazer boas ações ao descobrirem que existe uma lista de crianças bem comportadas e outra para as mal comportadas. Contagiados pelos seus filhos, também os adultos começam a mudar de atitude e a retribuir os pequenos gestos aos seus vizinhos.

Assim, o grande ensinamento que se retira deste filme é que um ato sincero e generoso gera sempre outro, basta colocar as armas de lado (seja de que tipo forem) e começar a praticar um pouco mais de empatia, generosidade e sinceridade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Adeus 2019! Bem vindo 2020!


2019 foi um ano agridoce. Começou com a contagem decrescente para o fim do ultimo semestre do mestrado e para o inicio daquele que seria o processo mais longo e complicado da minha vida académica, a construção do relatório final. Sabia que ia ser um ano difícil devido a estas circunstâncias, mas tinha esperança de que fosse melhor, bem melhor, e mais calmo do que anterior. No entanto, a vida decidiu trocar-me as voltas mais uma vez, com a inesperada partida do meu avô paterno, pouco depois do meu aniversário.

Mas nem tudo foi mau. Em Agosto voltei ao sitio onde já fui muito feliz, Quarteira. Depois de um ano e meio de perdas e dificuldades, soube bem mudar de ambiente e passar uma semaninha a mergulhar no mar do Algarve e ler um bom livro com os pés enterrados na areia. A seguir vieram as festas aqui da terrinha, com alguns momentos de diversão com os concertos da Ala dos Namorados, do Carlão e dos Expensive Soul.

Depois desta merecida pausa e com a energia relativamente renovada, dediquei-me de novo ao relatório final e consegui finalmente terminá-lo, em meados de Novembro. Foi um processo muito complicado, cheio de altos e baixos, muitos bloqueios e muita falta de motivação e muitas horas a queimar neurónios. No fim tudo acabou por valer a pena, porque resultou num trabalho bem feito, dentro dos possíveis, e que cumpriu praticamente todos os objetivos que eu pretendia concretizar com ele.

A defesa do relatório foi o ponto alto do ano. Correu melhor do que eu pensava, recebi excelentes criticas e também muitos elogios, surpreendi as minhas professoras com o meu á vontade durante a apresentação e a resposta ás perguntas que depois me foram colocadas, e terminei com uma sensação de missão cumprida, pois a mensagem que eu pretendia transmitir com o meu relatório, e que me levou a realiza-lo no inicio, foi muito bem recebida e compreendia.

Quanto aos objetivos que defini no inicio de 2019, haviam dois que eram mais importantes para mim cumprir e que ditavam o fim da minha vida académica e o inicio da minha vida profissional. O primeiro consistia em terminar e entregar o relatório final de mestrado no máximo até julho. Acho que fui um pouco ambiciosa de mais quando defini este objetivo, porque na altura ainda não me tinha apercebido da complexidade que é realizar um trabalho desta dimensão. Não consegui terminar, nem entregar até julho, mas consegui em novembro e foi mesmo na altura certa e quando devia ser.  O segundo objetivo, começar a trabalhar como educadora de infância, não fui a tempo de realiza-lo em 2019, mas é algo que pretendo realizar em 2020.

Para 2020, espero encontrar trabalho, como educadora, claro; pretendo tirar a carta, de modo a conquistar ainda mais a minha independência; quero escrever ainda mais e melhor, principalmente para este blog, mesmo que seja só para mim; e quero continuar a ter tempo para mim e para os meus e aproveitar cada hora, cada minuto e cada segundo todos os dias deste ano.

Um feliz 2020 para todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Christmas is Coming | 5 filmes de Natal


Dezembro já começou, o último mês do ano, o mês das festas, da magia, da família, das músicas e também dos filmes de Natal. A ideia era, na primeira semana do mês partilhar as minhas musicas de natal preferidas, contudo, como já tinha partilhado esta playlist no ano passado, deixei essa ideia de lado e decidi começar este mês com uma lista de filmes, uns que fizeram parte da minha infância e outros mais recentes.

Sozinho em Casa. Despensa apresentações, é um clássico que passa todos os anos na televisão. Não é um dos meus preferidos, tenho de admitir, mas mesmo assim, tinha de estar nesta lista, só pelo sucesso que teve e sempre terá nesta altura do ano e fará sempre parte do repertório cinematográfico de todas as televisões e de todas as familias.

Gremlins. É mais um clássico, apesar de não ser um filme típico do natal. Só conheço este filme à poucos anos, por influência da minha irmã, mas tornou-se rapidamente um dos meus preferidos, pelos efeitos que tem e pelos bichinhos fofinhos e que quando se molham se tornam monstrinhos traquinas e destruidores.

Polar Express. Faz parte da minha infância. Lembro-me de estarmos a ver este filme na casa da minha avó materna, na noite da consoada, enquanto esperavamos que o meu pai chegasse do trabalho. Acho que foi essa a única vez que vi este filme, mas ficou no meu coração para sempre, não só pela magia e própria história que o filme conta, mas também pelas memórias dos meus tempos de criança.

Mickey’s Christmas Carol. Este é outro filme que fez parte da minha infância. É uma curta metragem feita pela Disney, inspirada num clássico de Charles Dickens, chamado Um Conto de Natal, em que as personagens são encarnadas nas figuras da Disney, como o Tio Patinhas, o Mickey e o Pato Donald. Existem outras versões deste conto, mas esta foi sempre a que me cativou mais.

Crónicas de Natal. É um filme mais recente, da Netflix, e é também um dos meus preferidos da plataforma. Neste filme, as personagens tentam filmar o momento da chegada do Pai Natal e, devido a uma série de circunstâncias, acabam por atrasar a entrega dos presentes. No fundo é mais um filme que transborda alegria e magia, típicas do natal.

E vocês? Quais são os vossos filmes favoritos desta época do ano?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Eu e uma Tese | A aguardar defesa...


Sim, está feito. Após quase um ano a trabalhar exclusivamente nisto e a queimar neurónios, finalmente terminei. Foi um alivio enorme quando coloquei o ultimo ponto final, foi o culminar de um percurso que não foi nada fácil de percorrer, e que, por acaso, ainda não acabou. 

Pois é, ainda falta a defesa, isto é, a apresentação e a sua consequente discussão (explico melhor este processo todo na próxima semana, não se preocupem), que era para ser hoje, mas a professora que me ia arguir teve um imprevisto e a data teve de ser alterada para o próximo dia 16.

Enquanto ainda estou neste (enervante…) compasso de espera, senti a necessidade fazer uma pequena reflexão sobre todo processo que me trouxe até aqui e que vou partilhar hoje convosco.

Como já referi, este processo não foi nada fácil, tive alguns obstáculos que se intrometeram no caminho, desde os bloqueios criativos até vários problemas familiares e a repentina perda do meu avô. Tentei superá-los da melhor maneira possível, lutando, insistindo, nunca desistindo, nunca perdendo a esperança e nunca deixando de acreditar.

É verdade, houve uma altura em que quase deixei de acreditar, em mim, nas minhas capacidades, se ia conseguir levar isto até ao fim ou não. Foram muitos os medos que me bloquearam, o medo de falhar, o medo de não conseguir, que com o passar do tempo se revelaram infundados e acabaram por desaparecer e perder a importância.

Hoje, já com tudo terminado, fico com uma sensação de missão cumprida, todas as lágrimas, todo o suor, todos os neurónios queimados valeram a pena. Apesar de achar que podia estar melhor e que me devia ter esforçado mais, estou orgulhosa de mim e tenho a plena noção de que fiz o que podia e sabia, tendo em conta a fase complicada em que estava na minha vida.

Resta-me apenas preparar para a defesa e esperar que tudo corra pelo melhor, sem grande percalços.

Durante a próxima semana partilho com vocês como tudo correu e explico como essa parte funciona.

Até lá, podem dar uma espreitadela aos posts anteriores desta rubrica:


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

5 coisas que faço para manter uma boa saúde mental



No mês passado comemorou-se o dia mundial da Saúde Mental. Apesar de já vir um pouco tarde, não podia deixar de assinalar este dia aqui no blog. De à uns anos para cá tomei consciência do quanto a saúde mental influência a nossa vida e a nossa disposição para vivê-la e do quão importante é mantê-la sã, por isso decidi tomar algumas medidas neste sentido, adotando algumas estratégias que me ajudem a manter uma boa saúde mental.

Ler um bom livro. Foi uma das primeiras estratégias que adotei, mesmo sem me aperceber. Ler sempre foi um dos meus hobbies favoritos e tornou-se um refugio importante em alguns momentos menos bons da minha vida, entrar num mundo diferente do meu ajudava-me, de certa forma, a abstrair dos meus problemas e acalmar os meus níveis de ansiedade.

Escrever, sobre os meus problemas, as minhas angustias, os meus receios, foi uma forma que eu encontrei de deitar tudo cá para fora sem me expor perante a minha família ou os meus amigos. Certos assuntos eram simplesmente demasiado dolorosos e complicados e não me sentia á vontade para falar deles com pessoas que me conheciam e que eram tão próximas, por isso, escrever tornou-se a forma mais fácil para mim de os exteriorizar e torná-los de certa forma mais leves.

Ir a consultas de psicopedagogia. Foi uma lufada de ar fresco que chegou á minha vida. Há três anos a minha vida estava completamente virada do avesso, não sabia o que queria e já nem sabia quem era, até que apareceram as consultas de psicopedagogia. Já tinha tentado consultas de psicologia, mas não deram grande resultado. Depois, apareceu a psicopedagogia, e era exatamente o que eu precisava. Ajudou-me a desenvolver ferramentas e estratégias que hoje em dia me permitem lidar melhor os meus problemas e com os desafios do dia-a-dia.

Tirar um dia ou dois para fazer nada ou outra coisa qualquer. Quando estou bloqueada com alguma coisa sinto necessidade de parar e tirar um dia ou dois, quando tenho tempo, para fazer o que gosto ou para fazer simplesmente nada. Desta forma, fico mais relaxada e com a cabeça mais limpa para regressar ao trabalho ou para pensar nos problemas que tenha para resolver.

Estar com amigos ou com a família. Ao final do dia, por exemplo, gosto de me desligar, quer dos problemas, quer das tecnologias (computador e telemóvel), e passar algum tempo com a minha família, conversar um pouco, ou simplesmente desfrutar da companhia, ajuda-me a recarregar energias para o dia seguinte.


E vocês, que estratégias utilizam para manter uma boa saúde mental? 

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Life Update | Um desabafo, Uma Homenagem, Um Recomeço

Pensei em escrever este post um milhão de vezes, mas a coragem faltava-me sempre, não para pedir desculpas pela minha ausência, porque não é isso que pretendo, mas para descrever e (talvez) reviver tudo o que me tem acontecido e o que tenho sentido nestes últimos meses. Não têm sido tempos fáceis, tem acontecido tudo muito de repente e ao mesmo tempo, deixando-me quase sem forças e sem vontade para continuar…

Como sabem estou a fazer o meu relatório de final de mestrado. Pretendia terminá-lo, no máximo, até ao final de Julho, o que acabou por não acontecer. Surgiram vários bloqueios durante o meu processo de escrita, que me foram deixando cada vez mais desanimada e desmotivada e, para ajudar à festa, perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu avô paterno.

Nos últimos seis meses, até ele falecer, vi-o a decair de dia para dia, a ficar cada vez mais fraco, a deixar de comer, a desistir de viver, e durante a sua ultima semana, fiz questão de estar sempre presente, até quase assistir ao seu ultimo suspiro. 

É claro que durante o tempo em que estive a apoiar os meus avós e a assistir a tudo isto, fui tentando adiantar qualquer coisa do relatório, por pouco que fosse, mas chegou uma altura em que já não dava mais, tinha a cabeça noutro sitio e não me conseguia concentrar de maneira nenhuma, por isso acabei por deixá-lo em segundo plano por uns dias.

Após uma semana acamado, em casa e depois no hospital, o meu avô acabou por falecer, no dia a seguir ao meu aniversário. Apesar de já estar à espera deste desfecho foi muito difícil para mim aceitar a sua partida (ainda hoje é…). O meu avô era como se fosse o pilar da família, estava sempre lá para nos apoiar nos momentos difíceis e para nos aplaudir nos momentos bons e nas nossas conquistas, era a alegria das nossas festas. Nunca irei esquecer as suas histórias e o entusiasmo com que as contava na sua voz grave e alta. Nunca irei esquecer os seus olhos, o seu sorriso, o seu abraço… Nunca irei esquecê-lo, e vou guarda-lo no meu coração e na minha alma até que tenhamos finalmente o nosso reencontro do outro lado.

A seguir a esta pequena homenagem ao meu avô, tenho que falar sobre o futuro do blog… Neste momento encontro-me em fase de conclusões do relatório final, por isso ainda não tenho muito tempo para me dedicar ao blog, mas também não quero deixá-lo ao abandono outra vez e quero voltar a escrever outras coisas que não sejam o relatório. Assim, depois de muito refletir, decidi atualizar o blog apenas duas ou três vezes por mês, pelo menos até ter o relatório terminado.

Como este post já está a ficar demasiado longo, vou ficar por aqui. A próxima publicação ainda não sei para quando será, mas prometo que será para breve.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

The Bibliophile Club | A Saga das Pedras Mágicas, de Sandra Carvalho

Foto da minha autoria.
Após quase dois meses sem participar no The Bibliophile Club, achei que esta seria a altura perfeita para regressar, não só pelo tema deste mês, mas também pelos livros e pelas respetivas autoras que eu já aqui queria trazer há muito tempo.

Uma vez que este mês celebra-se o Dia do Autor Português, as criadoras do The Bibliophile Club (a Sofia, a Sónia e a Carolayne) decretaram que o tema deste mês seria, nada mais, nada menos que Autores Portugueses, e lançaram também um pequeno desafio, que consiste em refletir um pouco sobre os nossos autores portugueses preferidos.

Vou-vos ser muito sincera, não tenho muito o hábito de ler livros de autores portugueses, aliás, conta-se pelos dedos das mãos os autores portugueses que tenho na minha estante, e não é por não gostar do que é nacional, apenas não tem calhado.

De entre os poucos autores portugueses que tenho na minha estante, escolhi uma autora que já queria falar aqui há já algum tempo, que marcou os últimos anos da minha adolescência e reavivou um gosto pela leitura que eu pensava que tinha perdido na altura: a Sandra Carvalho, a mente que está por trás d’ A Saga das Pedras Mágicas

Conheci a Sandra e a sua saga no 10º ano, quando ela foi fazer a apresentação dos livros á minha escola. Fiquei extasiada a ouvi-la falar do seu percurso e do que a inspirou a escrever esta história incrível, e a partir do momento em que vi a capa e li a sinopse do primeiro livro, soube que tinha de o ter só para mim, desse por onde desse. E foi o que aconteceu, comprei o primeiro livro e tive o privilégio de o ter autografado pela autora. Foi o primeiro (e ultimo...) livro autografado que adquiri e foi o delírio total na altura.

Avançando agora para a história em si, A Saga das Pedras Mágicasretrata as aventuras de três gerações de mulheres, feiticeiras e sacerdotisas, que lutam para proteger as sete emblemáticas pedras mágicas contra as forças do mal e a magia negra. Ao mesmo tempo, vivem romances arrebatadores, com homens poderosos e encantadores, que sobrevivem a todas as adversidades e mais algumas ao longo de toda a saga.

Não me vou alongar muito mais no resumo da saga, porque também já não me lembro de muitos pormenores, já li os livro há alguns aninhos, mas posso-vos dizer que esta história é muito empolgante, desde a primeira página do primeiro livro, até à ultima página do oitavo e ultimo livro (sim, a saga tem cerca de oito volumes, cada um maior e melhor que outro). O enredo está de tal forma bem escrito que somos capazes mergulhar naquele mundo, como se estivéssemos mesmo lá a assistir a tudo. As personagens são únicas e pela maneira como são descritas até parecem reais. A descrição dos espaço e de toda a ação é extremamente arrebatadora, quase que conseguimos sentir os odores das florestas e brisa na pele, e o coração parece que pára em certas ocasiões da história.

Por isso, se gostam de literatura fantástica e ainda não conhecem a autora, esta é uma saga a não perder, prometo que não se vão arrepender.

Como o post já está um pouco longo, não vou falar do desafio hoje, mas fá-lo-ei, em principio, ainda esta semana.

Entretanto, digam-me, já tinham ouvido falar desta maravilhosa saga e da autora, Sandra Carvalho?

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Livro | Cada Suspiro Teu, de Nicholas Sparks


Inspirado numa história veridica, Cada Suspiro Teu, fala-nos sobre duas pessoas que se encontram por acaso numa praia da Carolina do Norte e acabam por se apaixonar de forma inesperada, incrivelmente rápida, e intensa. No entanto, ambos são de mundos opostos e encontram-se em fases da vida completamente diferentes, o que os leva a fazer uma complicada escolha. 

A praia que os juntou vê-os, agora, partir, mas o amor e os momentos que passaram juntos, ficaram gravados a fogo no coração e na memória de cada um, perdurando no tempo, apesar de todas as partidas pregadas pelo destino.

Já tive o prazer de ler muitos livros do Nicholas Sparks, cada um melhor que o outro, mas este ultrapassou completamente as minhas expectativas, em primeiro lugar, por ter sido inspirado numa história verídica, e em segundo, pela forma inteligente e cativante com que o autor misturou a realidade com a ficção, tendo sempre o cuidado de nunca revelar a verdadeira identidade dos personagens da história.

Achei também muito interessante a contextualização que Sparks faz no inicio, levantando um pouco o véu sobre a forma como descobriu esta maravilhosa história e o caminho que fez para encontrar os seus protagonistas e que o inspirou para escrever este livro. Como aspirante a escritora que sou, fiquei extremamente maravilhada com todo este percurso criativo.

As personagens são extremamente ricas, talvez por serem inspiradas em pessoas reais, com personalidades e histórias de vida com o qual qualquer pessoa se consegue identificar, o que faz desta história ainda mais fascinante e comovente. Além disso, os sentimentos das personagens estão tão bem descritos, ao ponto de o próprio leitor conseguir sentir a sua dor.

Portanto, se gostam de romances comoventes e verdadeiros e/ou são fãs de Nicholas Sparks, como é, não deixem de ler este livro, prometo que não se vão arrepender.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Eu e uma Tese | O Processo de Escrita


Depois de falar sobre a escolha do tema, decidi saltar uma etapa e falar já sobre o processo de escrita do relatório, uma vez que é nesta fase que me encontro agora e é também a razão da minha ausência aqui no blog nestas ultimas semanas.

Esta ausência aqui no blog foi algo que eu não consegui mesmo evitar… No final de Março comecei a escrever a parte do quadro teórico do relatório (isto é, a fundamentação, conjugando as minhas concepções de disciplina com a de outros autores), e entrei num grande bloqueio mental e criativo, que fez a minha ansiedade subir para o nível máximo ao ver que o tempo passar e eu ainda não tinha nada de jeito feito. 

Por isso, houve um momento em que tive de definir prioridades e a prioridade máxima naquele momento tinha de ser mesmo o relatório. Tive mesmo de me obrigar a focar naquilo para ver se conseguia fazer com que a escrita fluísse, quer eu gostasse do que estava a escrever ou não. E, em algum momento, consegui.

Na semana passada consegui acabar aquele capitulo. Foi um bocadinho tirado a ferros, mas consegui, e foi uma sensação tão boa quando finalmente terminei, foi uma sensação de missão cumprida.

Como já devem ter entendido, o processo de escrita deste capitulo foi algo doloroso. Sempre que ia para a frente do computador, ficava com um bloqueio tremendo. Escrevia, apagava, depois escrevia e apagava outra vez. Nunca ficava satisfeita com aquilo que escrevia, nada me fazia sentido. Houve também uma altura em que sabia aquilo que queria escrever, mas apenas não sabia como o colocar no papel. 

Cheguei até a duvidar das minhas capacidades, a duvidar se seria capaz de terminar o relatório até Junho com aquele ritmo. Depois foi ver o tempo a passar e ainda não tinha nada feito, isso é que foi o mais doloroso para mim, foi isso que levou a minha ansiedade para o nível máximo, o que também foi um dos factores do meu bloqueio. A certa altura eu já estava tão, mas tão nervosa (e ansiosa), que já não conseguia mesmo fazer nada de jeito.

Nessa altura, tive mesmo de fazer alguma coisa. Tentei relaxar o máximo que consegui e deixar de me preocupar com o facto de que o tempo estava a passar e que ainda não tinha nada feito, e estipulei com a minha orientadora uma data limite para entregar aquele capitulo. A partir dai a coisa começou a fluir com mais facilidade e acabei por conseguir terminar perto da data estipulada.

E pronto, o primeiro capitulo do relatório está terminado (por enquanto…), mas ainda faltam pelo menos mais cinco, por isso, ainda tenho um longo caminho pela frente…

Para terminar, queria só salientar aqui uma coisa: cada um tem um ritmo e um processo de escrita diferente. Uns podem ter mais facilidade e as palavras começam a fluir logo, e outros são um bocadinho mais lentos, mas não se preocupem, porque tudo se consegue, basta manter a calma, relativizar a coisa, e tudo irá correr bem.

quinta-feira, 21 de março de 2019


Há umas semanas apresentei-vos uma nova rubrica aqui no blog, chamada Eu e uma Tese, onde vou partilhar convosco todo o meu percurso de realização de uma tese/relatório final. 

Nessa publicação disse ainda que o primeiro post da rubrica sairia na quarta-feira seguinte, mas infelizmente não me foi possível fazê-lo, por isso decidi adiar para a semana a seguir. Como é obvio, não cheguei a publicar nada como era suposto, devido á minha mania de escrever os posts no dia em que os vou publicar e calhar num dia em que não me sai nada de jeito, por isso acabei por desistir e tentar noutro dia, que por sinal foi hoje, felizmente.

Mas enfim, vamos passar ao que interessa…

De uma forma assim muito resumida, este relatório consiste num relatório de projeto de investigação. Isto é, ao longo dos dois anos de mestrado temos de fazer uma investigação, sobre um tema que seja transversal aos contexto de creche e de jardim de infância, ou melhor, sobre algum problema ou sobre alguma coisa que achemos que deva ser melhorada nesses contextos, e depois procurar estratégias para os resolver ou melhorar de alguma maneira.

A escolha do tema foi feita logo no primeiro ano, durante o estágio em creche. No inicio não sabia muito bem o que escolher, não sabia muito bem o que devia observar porque nunca tinha estado com crianças daquelas idades (mais ou menos crianças de 2/3 anos) e também só agora estava a começar a estudar sobre os assuntos da Educação Pré-Escolar. Deixei, então, passar alguns dias e acabaram por surgir dois potenciais temas que eu poderia abordar: o brincar e disciplina/resolução de conflitos.

Depois de falar com a minha educadora cooperante e de procurar alguma orientação, também, junto da minha irmã e da minha mãe, cheguei á conclusão de que não valaria a pena abordar o tema do brincar, visto ser um tema já muito escolhido e trabalhado por outras colegas minhas, e que o tema da disciplina seria o mais apropriado, tendo em conta que era algo em que eu sentia muitas dificuldades e iria servir para eu aprender algumas coisas que me dariam jeito no futuro.

Assim, a minha tese passou a ter um nome - A Disciplina nos Contextos de Creche e Jardim de Infância-, e tudo se tornou real na minha cabeça. Eu ia finalmente fazer isto. Estava entusiasmada para começar, mas ao mesmo tempo cheia de medo. Será que vou conseguir trazer alguma coisa de novo a este tema? Serei eu capaz de fazer alguma coisa de jeito e terminar esta fase da minha vida com alguma coisa que me orgulhe?

Bom, não há forma de saber, só resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos.

domingo, 10 de março de 2019

Aos 60 anos da Barbie!


Ao que parece, a Barbie acabou de fazer 60 anos, e como grande fã que sou, não podia deixar de assinalar este facto aqui no blog.

Durante toda a minha infância, a minha brincadeira preferida foi brincar com as Barbie's. Adorava pentear-lhes os cabelos, mudar-lhes as roupas. Ui! As roupas… O que eu delirava com aquelas roupas…  E os sapatos… Era capaz de passar uma tarde inteira naquilo, a criar histórias que mais pareciam novelas brasileiras. É verdade, eu só conseguia falar em brasileiro com elas, não sei porquê, mas a história ganhava outra magia. 

Depois das bonecas vieram outros acessórios. A mini pastelaria, com o fogão, vários tipos de bolos, bolinhos e bolachinhas em plástico, que pareciam verdadeiros, a máquina do café, o bule e as chaveninhas... Ah!! E a máquina registadora, claro! Também tive os acessórios da sala, com o sofá, a mezinha de centro, o candeeiro, livros e revistas, um ramo de flores cor de rosa numa jarra verde… Por fim, veio o carro… Lembro-me muito bem de ver na televisão os anúncios sobre o Fiat 500 da Barbie e de pensar “Quero!! *.*”… Infelizmente, não foi esse que tive (acho que esse apareceu mais tarde nas lojas, acho eu), mas consegui que me oferecessem um cabriole azul escuro, que deu muito bem para o gasto.


Havia também uma coleção espetacular de vestidos de vários países do mundo, e cada um trazia uma revista com várias curiosidades desse pais. É claro que eu também fiz essa coleção toda. A minha irmã mais velha, que nessa altura também era fanática pela Barbie e brincava comigo de vez em quando, ficou com alguns dos vestidos mais bonitos, porque tinha medo que eu os estragasse, e tinha razão, eu na época era um pouco estragadora…


E os filmes? Meu deus, os filmes… O que eu delirava com aqueles filmes… O Lago dos CisnesA Barbie e as Sapatilhas MágicasO Quebra NozesA RapunzelA Princesa e a PlebeiaA Barbie Fairytopia…  Foram imensos os filmes protagonizados pela Barbie que fizeram parte do meu imaginário e de milhares de crianças espalhadas pelo mundo fora.


Hoje, a Barbie está mais crescida, mais adulta, mais ativista e mais inclusiva do que nunca, e com certeza que continua a fazer as delicias de crianças pelo mundo fora.

Parabéns, Barbie!! Que venham mais 60!!

sexta-feira, 1 de março de 2019

The Bibliophile Club | Outlander

Finalmente publico a minha participação do The Bibliophile Club do mês de Fevereiro!

Deixei esta publicação mesmo para a ultima da hora, porque não fazia ideia que livro havia de escolher. O género literário do mês de Fevereiro, mês do amor e do Dia dos Namorados, foi Romance, que é só um dos meus géneros preferidos, o que quer dizer que tenho imensos livros do género, desde os romances clichê, young adult, até aqueles que se misturam com fantasia e um pouco de ação, o que dificultou em muito a minha escolha. 

Também pensei em comprar um livro novo para ler, mas como o livro que estou agora a ler é gigante e também não me dou muito bem a ler mais que um livro ao mesmo tempo, desisti da ideia e decidi falar aqui sobre um livro que já tinha lido. Depois de muito pensar e de olhar para a minha estante, achei que faria sentido falar não de um livro só mas sim sobre uma série de livros, nomeadamente da série Outlander, tendo em conta que estou agora a meio do quarto livro da série (o livro gigante de que vos falei no inicio do parágrafo).


Outlander, de Diana Gabaldon, conta a história de Claire, uma enfermeira do século XX, que vai passar a lua-de-mel à Escócia e acaba por ser transportada para um passado distante, mais propriamente para a Escócia do século XVIII, onde conhece o maravilhoso e hipnotizante guerreiro das Terras Altas, Jamie Fraser, com quem é obrigada a casar, por motivos de vida ou de morte. Deste casamento arranjado acabou por surgir um grande amor e uma paixão avassaladora, deixando Claire divida entre duas vidas e dois homens completamente distintos.

Antes de ler o primeiro livro, vi as primeiras três temporadas da série de televisão, por influencia da minha irmã mais velha, e há uns tempos a minha mãe ofereceu-me os primeiros dois livros. Se eu já estava completamente rendida á serie de televisão, sempre ansiosa pela chegada de uma nova temporada, ainda fiquei  mais maravilhada com os livros. 

A forma como a história está escrita torna a leitura extremamente viciante e as descrições das paisagens escocesas são tão precisas que damos por nós a ser transportados para dentro delas. Os livros são um pouco maiores que o normal, é verdade, e há quem ache que isso é uma fragilidade, mas eu não concordo nada, porque a partir do momento em que se tem o livro na mão e se começa a ler, torna-se muito difícil de largá-lo. Outra coisa que também achei muito interessante nestes livros, foi a facilidade com que a autora faz a ligação entre a ficção e os factos históricos, o que torna o enredo ainda mais rico e emocionante.

Se gostam de um bom romance histórico com um twist de fantasia, não podem perder esta maravilhosa série Outlander, e para quem já viu a série de televisão mas ainda não leu os livros, aconselho vivamente a lê-los mesmo assim, porque a história ainda é mais surpreendente e viciante com mais aventuras e descrições maravilhosas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Vida Académica | Eu e uma Tese


No inicio de Janeiro publiquei uns quantos objetivos que pretendo cumprir este ano, e um deles é Terminar e entregar o relatório final de mestrado no máximo até Julho. Como eu referi nessa mesma publicação, este é dos objetivos mais importantes que tenho para este ano, pois é dele que depende o meu futuro e o inicio da minha vida profissional como educadora de infância.

A realização de uma tese/relatório final de mestrado requer muita dedicação, motivação, força de vontade, disciplina, e, sobretudo, muito amor e interesse pelo que estamos a fazer, pois se não houver interesse, não há motivação nem força de vontade que vos valha. Para além disso, há também uma série de etapas que temos de passar até podermos finalmente dizer que estamos despachadas/os do relatório e oficialmente da vida académica.

Como é capaz de haver por ai muito gente a passar por essas etapas tal como eu, pensei que seria interessante falar de cada uma delas aqui no blog e transmitir um pouco da minha experiência a quem está agora a começar um processo semelhante. 

Quero então com isto dizer que, a partir da próxima semana, vou começar a publicar aqui uma espécie de rubrica chamada Eu e uma Tese, onde vou partilhar convosco todo o meu percurso e experiência de realização de uma tese/relatório final, passando pela escolha do tema, o processo de escrita e, finalmente, a  sua temível apresentação.

Ainda não sei muito bem com que periodicidade é que vou fazer as publicações da rubrica, mas em principio será sempre a uma quarta-feira. A primeira será na quarta-feira que vem, dia 6 de Março, e vou falar-vos um pouco sobre a escolha do meu tema e o objetivo que está subjacente á realização deste relatório.

Espero que tenham gostado da ideia! Se tiverem alguma duvida sobre o assunto, sintam-se á vontade para me dizer nos comentários, que eu depois respondo numa publicação á parte ao que eu souber.

A imagem que está no inicio da publicação é da minha autoria. A imagem de fundo é retirada do Unsplash e o resultado final com as letras foi criando no Canva.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

5 filmes de amor para ver no dia dos namorados


Hoje é dia de São Valentim, o dia dos pombinhos, das declarações, das lamechices… Bom, no fundo é um dia como todos os outros, mas com amor a dobrar no ar e que até vale a pena ser celebrado. 

Há quem vá jantar fora, planeie uma escapadinha e leve a cara metade até um sitio romântico e há quem se deixe ficar em casa, enroscadinhos no sofá (ou na cama), a comer pipocas, batatas fritas ou outras gordices, enquanto vê uma boa maratona de filmes. 

Na minha opinião, não há melhores planos que estes, poupa-se dinheiro e ainda se passa um bom bocado com o/a mais que tudo. No caso de  estares solteira/o é uma excelente oportunidade para te resguardares das lamechices que andam por ai e simplesmente deprimir enquanto vês  uns filmes românticos.

E é exatamente a pensar em quem está solteiro que escrevo este post com algumas sugestões de filmes de amor excelentes para deprimir enquanto nos empanturramos de gordices.

Dia dos Namorados. Excelente para ver neste dia, pois mostra ambos os lados deste dia, de quem está apaixonado e comprometido, e de quem está solteiro e tem tendência a deprimir neste dia em particular.


Notting Hill. Um dos melhores clássicos que aqui partilho, que conta a história de um cidadão normal que se apaixona por uma atriz famosa de Hollywood.


You’ve got mail. Este é um dos meus clássicos preferidos, e é bastante atual, porque retrata um amor que se inicia pela Internet com uma troca constante de emails, o que acontece bastante hoje em dia com as redes sociais e as apps usadas para encontrar o amor. O que torna este filme ainda mais engraçado é que depois os protagonistas descobrem que afinal se conhecem e são rivais nos negócios.


O Amor está no Ar. Uma das minhas comédias românticas favoritas, mostra perfeitamente o poder do amor e do destino que insiste em juntar duas pessoas, neste caso Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet), que ao se conhecerem sentem uma faisca instantânea, mas insistem em pensar que não feitos um para o outro.


P.S. I Love You. É também um dos meus filmes favoritos deste género. Para além de mostrar paisagens fantásticas da Irlanda, também conta a comovente história de amor entre Holly e Gerry, que fica doente e acaba por morrer, deixando um conjunto de cartas que vão ajudar Holly a ultrapassar esta perda e dar um novo rumo á sua vida.


A lista era um pouco maior, mas achei que estas eram as escolhas mais apropriadas para partilhar com vocês neste dia.

Já viram alguns destes filmes?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Filme | Beleza Colateral

Amor, tempo e morte... este é o mote do filme Beleza Colateral.

Um homem perde o bem mais precioso da vida, a filha de 6 anos, e revolta-se com estas três coisas, sem ela já nenhuma faz sentido. Para libertar-se de alguma forma, Howard escreve três cartas, uma ao 
amor, outra ao tempo e por fim á morte. O que ele não esperava era obter uma resposta. Estas três coisas que movem o universo, começam a aparecer no dia-a-dia de Howard, encarnadas em pessoas, com  o objetivo de voltarem a ensinar-lhe o valor da vida e das coisas boas que esta ainda lhe pode trazer, apesar da morte da sua filha.

Beleza Colateral é um filme comovente, um pouco confuso no inicio, e tem a capacidade de tocar na consciência de cada telespectador que tem a oportunidade de o ver, com as  diferentes histórias retratadas no filme que nos fazem refletir sobre o significado da vida e o que é que a move.

Depois de ver este filme, fiquei a pensar que realmente são o Amor, o Tempo e a Morte que têm o poder de mover a vida. O Amor é o que dá sentido a qualquer coisa na vida. As relações, as pessoas, o que fazemos na vida, a nossa profissão, são tudo coisas que se baseiam em algum tipo de Amor. No caso de Howard, era essencialmente na filha que ele encontrava esse bem tão precioso, nos seus olhos, no seu sorriso.  Por outro lado, é do Tempo que a vida depende, nunca sabemos quanto tempo mais é que vamos ter para estar com as pessoas que amamos, para fazer o que mais gostamos, por isso estamos numa corrida constante contra o tempo e na ansia de aproveitar todo o que temos. Por fim, a Morte… É nela que termina a vida, é com ela que o nosso tempo acaba. Mas é preciso aceitá-la e encará-la como sendo algo natural, e inevitável, pois todos nós vamos acabar por encontrá-la, de uma maneira ou de outra. Vão-se as pessoas, ficam as memórias, e a vida que fica tem de continuar...

Penso que é ai que está a beleza colateral que dá nome a este filme. Com a perda de alguém que amamos a vida continua, mas com o sabor agridoce das memórias felizes e da tristeza de elas não voltarem mais e dos momentos de felicidade que se misturam com a tristeza da ausência de quem nunca mais voltará.

Esta é a minha ideia da Beleza Colateral da vida. Qual é a vossa?

 
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