sexta-feira, 10 de maio de 2019

Eu e uma Tese | O Processo de Escrita


Depois de falar sobre a escolha do tema, decidi saltar uma etapa e falar já sobre o processo de escrita do relatório, uma vez que é nesta fase que me encontro agora e é também a razão da minha ausência aqui no blog nestas ultimas semanas.

Esta ausência aqui no blog foi algo que eu não consegui mesmo evitar… No final de Março comecei a escrever a parte do quadro teórico do relatório (isto é, a fundamentação, conjugando as minhas concepções de disciplina com a de outros autores), e entrei num grande bloqueio mental e criativo, que fez a minha ansiedade subir para o nível máximo ao ver que o tempo passar e eu ainda não tinha nada de jeito feito. 

Por isso, houve um momento em que tive de definir prioridades e a prioridade máxima naquele momento tinha de ser mesmo o relatório. Tive mesmo de me obrigar a focar naquilo para ver se conseguia fazer com que a escrita fluísse, quer eu gostasse do que estava a escrever ou não. E, em algum momento, consegui.

Na semana passada consegui acabar aquele capitulo. Foi um bocadinho tirado a ferros, mas consegui, e foi uma sensação tão boa quando finalmente terminei, foi uma sensação de missão cumprida.

Como já devem ter entendido, o processo de escrita deste capitulo foi algo doloroso. Sempre que ia para a frente do computador, ficava com um bloqueio tremendo. Escrevia, apagava, depois escrevia e apagava outra vez. Nunca ficava satisfeita com aquilo que escrevia, nada me fazia sentido. Houve também uma altura em que sabia aquilo que queria escrever, mas apenas não sabia como o colocar no papel. 

Cheguei até a duvidar das minhas capacidades, a duvidar se seria capaz de terminar o relatório até Junho com aquele ritmo. Depois foi ver o tempo a passar e ainda não tinha nada feito, isso é que foi o mais doloroso para mim, foi isso que levou a minha ansiedade para o nível máximo, o que também foi um dos factores do meu bloqueio. A certa altura eu já estava tão, mas tão nervosa (e ansiosa), que já não conseguia mesmo fazer nada de jeito.

Nessa altura, tive mesmo de fazer alguma coisa. Tentei relaxar o máximo que consegui e deixar de me preocupar com o facto de que o tempo estava a passar e que ainda não tinha nada feito, e estipulei com a minha orientadora uma data limite para entregar aquele capitulo. A partir dai a coisa começou a fluir com mais facilidade e acabei por conseguir terminar perto da data estipulada.

E pronto, o primeiro capitulo do relatório está terminado (por enquanto…), mas ainda faltam pelo menos mais cinco, por isso, ainda tenho um longo caminho pela frente…

Para terminar, queria só salientar aqui uma coisa: cada um tem um ritmo e um processo de escrita diferente. Uns podem ter mais facilidade e as palavras começam a fluir logo, e outros são um bocadinho mais lentos, mas não se preocupem, porque tudo se consegue, basta manter a calma, relativizar a coisa, e tudo irá correr bem.

quinta-feira, 21 de março de 2019


Há umas semanas apresentei-vos uma nova rubrica aqui no blog, chamada Eu e uma Tese, onde vou partilhar convosco todo o meu percurso de realização de uma tese/relatório final. 

Nessa publicação disse ainda que o primeiro post da rubrica sairia na quarta-feira seguinte, mas infelizmente não me foi possível fazê-lo, por isso decidi adiar para a semana a seguir. Como é obvio, não cheguei a publicar nada como era suposto, devido á minha mania de escrever os posts no dia em que os vou publicar e calhar num dia em que não me sai nada de jeito, por isso acabei por desistir e tentar noutro dia, que por sinal foi hoje, felizmente.

Mas enfim, vamos passar ao que interessa…

De uma forma assim muito resumida, este relatório consiste num relatório de projeto de investigação. Isto é, ao longo dos dois anos de mestrado temos de fazer uma investigação, sobre um tema que seja transversal aos contexto de creche e de jardim de infância, ou melhor, sobre algum problema ou sobre alguma coisa que achemos que deva ser melhorada nesses contextos, e depois procurar estratégias para os resolver ou melhorar de alguma maneira.

A escolha do tema foi feita logo no primeiro ano, durante o estágio em creche. No inicio não sabia muito bem o que escolher, não sabia muito bem o que devia observar porque nunca tinha estado com crianças daquelas idades (mais ou menos crianças de 2/3 anos) e também só agora estava a começar a estudar sobre os assuntos da Educação Pré-Escolar. Deixei, então, passar alguns dias e acabaram por surgir dois potenciais temas que eu poderia abordar: o brincar e disciplina/resolução de conflitos.

Depois de falar com a minha educadora cooperante e de procurar alguma orientação, também, junto da minha irmã e da minha mãe, cheguei á conclusão de que não valaria a pena abordar o tema do brincar, visto ser um tema já muito escolhido e trabalhado por outras colegas minhas, e que o tema da disciplina seria o mais apropriado, tendo em conta que era algo em que eu sentia muitas dificuldades e iria servir para eu aprender algumas coisas que me dariam jeito no futuro.

Assim, a minha tese passou a ter um nome - A Disciplina nos Contextos de Creche e Jardim de Infância-, e tudo se tornou real na minha cabeça. Eu ia finalmente fazer isto. Estava entusiasmada para começar, mas ao mesmo tempo cheia de medo. Será que vou conseguir trazer alguma coisa de novo a este tema? Serei eu capaz de fazer alguma coisa de jeito e terminar esta fase da minha vida com alguma coisa que me orgulhe?

Bom, não há forma de saber, só resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos.

domingo, 10 de março de 2019

Aos 60 anos da Barbie!


Ao que parece, a Barbie acabou de fazer 60 anos, e como grande fã que sou, não podia deixar de assinalar este facto aqui no blog.

Durante toda a minha infância, a minha brincadeira preferida foi brincar com as Barbie's. Adorava pentear-lhes os cabelos, mudar-lhes as roupas. Ui! As roupas… O que eu delirava com aquelas roupas…  E os sapatos… Era capaz de passar uma tarde inteira naquilo, a criar histórias que mais pareciam novelas brasileiras. É verdade, eu só conseguia falar em brasileiro com elas, não sei porquê, mas a história ganhava outra magia. 

Depois das bonecas vieram outros acessórios. A mini pastelaria, com o fogão, vários tipos de bolos, bolinhos e bolachinhas em plástico, que pareciam verdadeiros, a máquina do café, o bule e as chaveninhas... Ah!! E a máquina registadora, claro! Também tive os acessórios da sala, com o sofá, a mezinha de centro, o candeeiro, livros e revistas, um ramo de flores cor de rosa numa jarra verde… Por fim, veio o carro… Lembro-me muito bem de ver na televisão os anúncios sobre o Fiat 500 da Barbie e de pensar “Quero!! *.*”… Infelizmente, não foi esse que tive (acho que esse apareceu mais tarde nas lojas, acho eu), mas consegui que me oferecessem um cabriole azul escuro, que deu muito bem para o gasto.


Havia também uma coleção espetacular de vestidos de vários países do mundo, e cada um trazia uma revista com várias curiosidades desse pais. É claro que eu também fiz essa coleção toda. A minha irmã mais velha, que nessa altura também era fanática pela Barbie e brincava comigo de vez em quando, ficou com alguns dos vestidos mais bonitos, porque tinha medo que eu os estragasse, e tinha razão, eu na época era um pouco estragadora…


E os filmes? Meu deus, os filmes… O que eu delirava com aqueles filmes… O Lago dos CisnesA Barbie e as Sapatilhas MágicasO Quebra NozesA RapunzelA Princesa e a PlebeiaA Barbie Fairytopia…  Foram imensos os filmes protagonizados pela Barbie que fizeram parte do meu imaginário e de milhares de crianças espalhadas pelo mundo fora.


Hoje, a Barbie está mais crescida, mais adulta, mais ativista e mais inclusiva do que nunca, e com certeza que continua a fazer as delicias de crianças pelo mundo fora.

Parabéns, Barbie!! Que venham mais 60!!

sexta-feira, 1 de março de 2019

The Bibliophile Club | Outlander

Finalmente publico a minha participação do The Bibliophile Club do mês de Fevereiro!

Deixei esta publicação mesmo para a ultima da hora, porque não fazia ideia que livro havia de escolher. O género literário do mês de Fevereiro, mês do amor e do Dia dos Namorados, foi Romance, que é só um dos meus géneros preferidos, o que quer dizer que tenho imensos livros do género, desde os romances clichê, young adult, até aqueles que se misturam com fantasia e um pouco de ação, o que dificultou em muito a minha escolha. 

Também pensei em comprar um livro novo para ler, mas como o livro que estou agora a ler é gigante e também não me dou muito bem a ler mais que um livro ao mesmo tempo, desisti da ideia e decidi falar aqui sobre um livro que já tinha lido. Depois de muito pensar e de olhar para a minha estante, achei que faria sentido falar não de um livro só mas sim sobre uma série de livros, nomeadamente da série Outlander, tendo em conta que estou agora a meio do quarto livro da série (o livro gigante de que vos falei no inicio do parágrafo).


Outlander, de Diana Gabaldon, conta a história de Claire, uma enfermeira do século XX, que vai passar a lua-de-mel à Escócia e acaba por ser transportada para um passado distante, mais propriamente para a Escócia do século XVIII, onde conhece o maravilhoso e hipnotizante guerreiro das Terras Altas, Jamie Fraser, com quem é obrigada a casar, por motivos de vida ou de morte. Deste casamento arranjado acabou por surgir um grande amor e uma paixão avassaladora, deixando Claire divida entre duas vidas e dois homens completamente distintos.

Antes de ler o primeiro livro, vi as primeiras três temporadas da série de televisão, por influencia da minha irmã mais velha, e há uns tempos a minha mãe ofereceu-me os primeiros dois livros. Se eu já estava completamente rendida á serie de televisão, sempre ansiosa pela chegada de uma nova temporada, ainda fiquei  mais maravilhada com os livros. 

A forma como a história está escrita torna a leitura extremamente viciante e as descrições das paisagens escocesas são tão precisas que damos por nós a ser transportados para dentro delas. Os livros são um pouco maiores que o normal, é verdade, e há quem ache que isso é uma fragilidade, mas eu não concordo nada, porque a partir do momento em que se tem o livro na mão e se começa a ler, torna-se muito difícil de largá-lo. Outra coisa que também achei muito interessante nestes livros, foi a facilidade com que a autora faz a ligação entre a ficção e os factos históricos, o que torna o enredo ainda mais rico e emocionante.

Se gostam de um bom romance histórico com um twist de fantasia, não podem perder esta maravilhosa série Outlander, e para quem já viu a série de televisão mas ainda não leu os livros, aconselho vivamente a lê-los mesmo assim, porque a história ainda é mais surpreendente e viciante com mais aventuras e descrições maravilhosas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Vida Académica | Eu e uma Tese


No inicio de Janeiro publiquei uns quantos objetivos que pretendo cumprir este ano, e um deles é Terminar e entregar o relatório final de mestrado no máximo até Julho. Como eu referi nessa mesma publicação, este é dos objetivos mais importantes que tenho para este ano, pois é dele que depende o meu futuro e o inicio da minha vida profissional como educadora de infância.

A realização de uma tese/relatório final de mestrado requer muita dedicação, motivação, força de vontade, disciplina, e, sobretudo, muito amor e interesse pelo que estamos a fazer, pois se não houver interesse, não há motivação nem força de vontade que vos valha. Para além disso, há também uma série de etapas que temos de passar até podermos finalmente dizer que estamos despachadas/os do relatório e oficialmente da vida académica.

Como é capaz de haver por ai muito gente a passar por essas etapas tal como eu, pensei que seria interessante falar de cada uma delas aqui no blog e transmitir um pouco da minha experiência a quem está agora a começar um processo semelhante. 

Quero então com isto dizer que, a partir da próxima semana, vou começar a publicar aqui uma espécie de rubrica chamada Eu e uma Tese, onde vou partilhar convosco todo o meu percurso e experiência de realização de uma tese/relatório final, passando pela escolha do tema, o processo de escrita e, finalmente, a  sua temível apresentação.

Ainda não sei muito bem com que periodicidade é que vou fazer as publicações da rubrica, mas em principio será sempre a uma quarta-feira. A primeira será na quarta-feira que vem, dia 6 de Março, e vou falar-vos um pouco sobre a escolha do meu tema e o objetivo que está subjacente á realização deste relatório.

Espero que tenham gostado da ideia! Se tiverem alguma duvida sobre o assunto, sintam-se á vontade para me dizer nos comentários, que eu depois respondo numa publicação á parte ao que eu souber.

A imagem que está no inicio da publicação é da minha autoria. A imagem de fundo é retirada do Unsplash e o resultado final com as letras foi criando no Canva.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

5 filmes de amor para ver no dia dos namorados


Hoje é dia de São Valentim, o dia dos pombinhos, das declarações, das lamechices… Bom, no fundo é um dia como todos os outros, mas com amor a dobrar no ar e que até vale a pena ser celebrado. 

Há quem vá jantar fora, planeie uma escapadinha e leve a cara metade até um sitio romântico e há quem se deixe ficar em casa, enroscadinhos no sofá (ou na cama), a comer pipocas, batatas fritas ou outras gordices, enquanto vê uma boa maratona de filmes. 

Na minha opinião, não há melhores planos que estes, poupa-se dinheiro e ainda se passa um bom bocado com o/a mais que tudo. No caso de  estares solteira/o é uma excelente oportunidade para te resguardares das lamechices que andam por ai e simplesmente deprimir enquanto vês  uns filmes românticos.

E é exatamente a pensar em quem está solteiro que escrevo este post com algumas sugestões de filmes de amor excelentes para deprimir enquanto nos empanturramos de gordices.

Dia dos Namorados. Excelente para ver neste dia, pois mostra ambos os lados deste dia, de quem está apaixonado e comprometido, e de quem está solteiro e tem tendência a deprimir neste dia em particular.


Notting Hill. Um dos melhores clássicos que aqui partilho, que conta a história de um cidadão normal que se apaixona por uma atriz famosa de Hollywood.


You’ve got mail. Este é um dos meus clássicos preferidos, e é bastante atual, porque retrata um amor que se inicia pela Internet com uma troca constante de emails, o que acontece bastante hoje em dia com as redes sociais e as apps usadas para encontrar o amor. O que torna este filme ainda mais engraçado é que depois os protagonistas descobrem que afinal se conhecem e são rivais nos negócios.


O Amor está no Ar. Uma das minhas comédias românticas favoritas, mostra perfeitamente o poder do amor e do destino que insiste em juntar duas pessoas, neste caso Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet), que ao se conhecerem sentem uma faisca instantânea, mas insistem em pensar que não feitos um para o outro.


P.S. I Love You. É também um dos meus filmes favoritos deste género. Para além de mostrar paisagens fantásticas da Irlanda, também conta a comovente história de amor entre Holly e Gerry, que fica doente e acaba por morrer, deixando um conjunto de cartas que vão ajudar Holly a ultrapassar esta perda e dar um novo rumo á sua vida.


A lista era um pouco maior, mas achei que estas eram as escolhas mais apropriadas para partilhar com vocês neste dia.

Já viram alguns destes filmes?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Filme | Beleza Colateral

Amor, tempo e morte... este é o mote do filme Beleza Colateral.

Um homem perde o bem mais precioso da vida, a filha de 6 anos, e revolta-se com estas três coisas, sem ela já nenhuma faz sentido. Para libertar-se de alguma forma, Howard escreve três cartas, uma ao 
amor, outra ao tempo e por fim á morte. O que ele não esperava era obter uma resposta. Estas três coisas que movem o universo, começam a aparecer no dia-a-dia de Howard, encarnadas em pessoas, com  o objetivo de voltarem a ensinar-lhe o valor da vida e das coisas boas que esta ainda lhe pode trazer, apesar da morte da sua filha.

Beleza Colateral é um filme comovente, um pouco confuso no inicio, e tem a capacidade de tocar na consciência de cada telespectador que tem a oportunidade de o ver, com as  diferentes histórias retratadas no filme que nos fazem refletir sobre o significado da vida e o que é que a move.

Depois de ver este filme, fiquei a pensar que realmente são o Amor, o Tempo e a Morte que têm o poder de mover a vida. O Amor é o que dá sentido a qualquer coisa na vida. As relações, as pessoas, o que fazemos na vida, a nossa profissão, são tudo coisas que se baseiam em algum tipo de Amor. No caso de Howard, era essencialmente na filha que ele encontrava esse bem tão precioso, nos seus olhos, no seu sorriso.  Por outro lado, é do Tempo que a vida depende, nunca sabemos quanto tempo mais é que vamos ter para estar com as pessoas que amamos, para fazer o que mais gostamos, por isso estamos numa corrida constante contra o tempo e na ansia de aproveitar todo o que temos. Por fim, a Morte… É nela que termina a vida, é com ela que o nosso tempo acaba. Mas é preciso aceitá-la e encará-la como sendo algo natural, e inevitável, pois todos nós vamos acabar por encontrá-la, de uma maneira ou de outra. Vão-se as pessoas, ficam as memórias, e a vida que fica tem de continuar...

Penso que é ai que está a beleza colateral que dá nome a este filme. Com a perda de alguém que amamos a vida continua, mas com o sabor agridoce das memórias felizes e da tristeza de elas não voltarem mais e dos momentos de felicidade que se misturam com a tristeza da ausência de quem nunca mais voltará.

Esta é a minha ideia da Beleza Colateral da vida. Qual é a vossa?

 
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