quarta-feira, 20 de novembro de 2019

5 coisas que faço para manter uma boa saúde mental



No mês passado comemorou-se o dia mundial da Saúde Mental. Apesar de já vir um pouco tarde, não podia deixar de assinalar este dia aqui no blog. De à uns anos para cá tomei consciência do quanto a saúde mental influência a nossa vida e a nossa disposição para vivê-la e do quão importante é mantê-la sã, por isso decidi tomar algumas medidas neste sentido, adotando algumas estratégias que me ajudem a manter uma boa saúde mental.

Ler um bom livro. Foi uma das primeiras estratégias que adotei, mesmo sem me aperceber. Ler sempre foi um dos meus hobbies favoritos e tornou-se um refugio importante em alguns momentos menos bons da minha vida, entrar num mundo diferente do meu ajudava-me, de certa forma, a abstrair dos meus problemas e acalmar os meus níveis de ansiedade.

Escrever, sobre os meus problemas, as minhas angustias, os meus receios, foi uma forma que eu encontrei de deitar tudo cá para fora sem me expor perante a minha família ou os meus amigos. Certos assuntos eram simplesmente demasiado dolorosos e complicados e não me sentia á vontade para falar deles com pessoas que me conheciam e que eram tão próximas, por isso, escrever tornou-se a forma mais fácil para mim de os exteriorizar e torná-los de certa forma mais leves.

Ir a consultas de psicopedagogia. Foi uma lufada de ar fresco que chegou á minha vida. Há três anos a minha vida estava completamente virada do avesso, não sabia o que queria e já nem sabia quem era, até que apareceram as consultas de psicopedagogia. Já tinha tentado consultas de psicologia, mas não deram grande resultado. Depois, apareceu a psicopedagogia, e era exatamente o que eu precisava. Ajudou-me a desenvolver ferramentas e estratégias que hoje em dia me permitem lidar melhor os meus problemas e com os desafios do dia-a-dia.

Tirar um dia ou dois para fazer nada ou outra coisa qualquer. Quando estou bloqueada com alguma coisa sinto necessidade de parar e tirar um dia ou dois, quando tenho tempo, para fazer o que gosto ou para fazer simplesmente nada. Desta forma, fico mais relaxada e com a cabeça mais limpa para regressar ao trabalho ou para pensar nos problemas que tenha para resolver.

Estar com amigos ou com a família. Ao final do dia, por exemplo, gosto de me desligar, quer dos problemas, quer das tecnologias (computador e telemóvel), e passar algum tempo com a minha família, conversar um pouco, ou simplesmente desfrutar da companhia, ajuda-me a recarregar energias para o dia seguinte.


E vocês, que estratégias utilizam para manter uma boa saúde mental? 

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Life Update | Um desabafo, Uma Homenagem, Um Recomeço

Pensei em escrever este post um milhão de vezes, mas a coragem faltava-me sempre, não para pedir desculpas pela minha ausência, porque não é isso que pretendo, mas para descrever e (talvez) reviver tudo o que me tem acontecido e o que tenho sentido nestes últimos meses. Não têm sido tempos fáceis, tem acontecido tudo muito de repente e ao mesmo tempo, deixando-me quase sem forças e sem vontade para continuar…

Como sabem estou a fazer o meu relatório de final de mestrado. Pretendia terminá-lo, no máximo, até ao final de Julho, o que acabou por não acontecer. Surgiram vários bloqueios durante o meu processo de escrita, que me foram deixando cada vez mais desanimada e desmotivada e, para ajudar à festa, perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida, o meu avô paterno.

Nos últimos seis meses, até ele falecer, vi-o a decair de dia para dia, a ficar cada vez mais fraco, a deixar de comer, a desistir de viver, e durante a sua ultima semana, fiz questão de estar sempre presente, até quase assistir ao seu ultimo suspiro. 

É claro que durante o tempo em que estive a apoiar os meus avós e a assistir a tudo isto, fui tentando adiantar qualquer coisa do relatório, por pouco que fosse, mas chegou uma altura em que já não dava mais, tinha a cabeça noutro sitio e não me conseguia concentrar de maneira nenhuma, por isso acabei por deixá-lo em segundo plano por uns dias.

Após uma semana acamado, em casa e depois no hospital, o meu avô acabou por falecer, no dia a seguir ao meu aniversário. Apesar de já estar à espera deste desfecho foi muito difícil para mim aceitar a sua partida (ainda hoje é…). O meu avô era como se fosse o pilar da família, estava sempre lá para nos apoiar nos momentos difíceis e para nos aplaudir nos momentos bons e nas nossas conquistas, era a alegria das nossas festas. Nunca irei esquecer as suas histórias e o entusiasmo com que as contava na sua voz grave e alta. Nunca irei esquecer os seus olhos, o seu sorriso, o seu abraço… Nunca irei esquecê-lo, e vou guarda-lo no meu coração e na minha alma até que tenhamos finalmente o nosso reencontro do outro lado.

A seguir a esta pequena homenagem ao meu avô, tenho que falar sobre o futuro do blog… Neste momento encontro-me em fase de conclusões do relatório final, por isso ainda não tenho muito tempo para me dedicar ao blog, mas também não quero deixá-lo ao abandono outra vez e quero voltar a escrever outras coisas que não sejam o relatório. Assim, depois de muito refletir, decidi atualizar o blog apenas duas ou três vezes por mês, pelo menos até ter o relatório terminado.

Como este post já está a ficar demasiado longo, vou ficar por aqui. A próxima publicação ainda não sei para quando será, mas prometo que será para breve.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

The Bibliophile Club | A Saga das Pedras Mágicas, de Sandra Carvalho

Foto da minha autoria.
Após quase dois meses sem participar no The Bibliophile Club, achei que esta seria a altura perfeita para regressar, não só pelo tema deste mês, mas também pelos livros e pelas respetivas autoras que eu já aqui queria trazer há muito tempo.

Uma vez que este mês celebra-se o Dia do Autor Português, as criadoras do The Bibliophile Club (a Sofia, a Sónia e a Carolayne) decretaram que o tema deste mês seria, nada mais, nada menos que Autores Portugueses, e lançaram também um pequeno desafio, que consiste em refletir um pouco sobre os nossos autores portugueses preferidos.

Vou-vos ser muito sincera, não tenho muito o hábito de ler livros de autores portugueses, aliás, conta-se pelos dedos das mãos os autores portugueses que tenho na minha estante, e não é por não gostar do que é nacional, apenas não tem calhado.

De entre os poucos autores portugueses que tenho na minha estante, escolhi uma autora que já queria falar aqui há já algum tempo, que marcou os últimos anos da minha adolescência e reavivou um gosto pela leitura que eu pensava que tinha perdido na altura: a Sandra Carvalho, a mente que está por trás d’ A Saga das Pedras Mágicas

Conheci a Sandra e a sua saga no 10º ano, quando ela foi fazer a apresentação dos livros á minha escola. Fiquei extasiada a ouvi-la falar do seu percurso e do que a inspirou a escrever esta história incrível, e a partir do momento em que vi a capa e li a sinopse do primeiro livro, soube que tinha de o ter só para mim, desse por onde desse. E foi o que aconteceu, comprei o primeiro livro e tive o privilégio de o ter autografado pela autora. Foi o primeiro (e ultimo...) livro autografado que adquiri e foi o delírio total na altura.

Avançando agora para a história em si, A Saga das Pedras Mágicasretrata as aventuras de três gerações de mulheres, feiticeiras e sacerdotisas, que lutam para proteger as sete emblemáticas pedras mágicas contra as forças do mal e a magia negra. Ao mesmo tempo, vivem romances arrebatadores, com homens poderosos e encantadores, que sobrevivem a todas as adversidades e mais algumas ao longo de toda a saga.

Não me vou alongar muito mais no resumo da saga, porque também já não me lembro de muitos pormenores, já li os livro há alguns aninhos, mas posso-vos dizer que esta história é muito empolgante, desde a primeira página do primeiro livro, até à ultima página do oitavo e ultimo livro (sim, a saga tem cerca de oito volumes, cada um maior e melhor que outro). O enredo está de tal forma bem escrito que somos capazes mergulhar naquele mundo, como se estivéssemos mesmo lá a assistir a tudo. As personagens são únicas e pela maneira como são descritas até parecem reais. A descrição dos espaço e de toda a ação é extremamente arrebatadora, quase que conseguimos sentir os odores das florestas e brisa na pele, e o coração parece que pára em certas ocasiões da história.

Por isso, se gostam de literatura fantástica e ainda não conhecem a autora, esta é uma saga a não perder, prometo que não se vão arrepender.

Como o post já está um pouco longo, não vou falar do desafio hoje, mas fá-lo-ei, em principio, ainda esta semana.

Entretanto, digam-me, já tinham ouvido falar desta maravilhosa saga e da autora, Sandra Carvalho?

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Livro | Cada Suspiro Teu, de Nicholas Sparks


Inspirado numa história veridica, Cada Suspiro Teu, fala-nos sobre duas pessoas que se encontram por acaso numa praia da Carolina do Norte e acabam por se apaixonar de forma inesperada, incrivelmente rápida, e intensa. No entanto, ambos são de mundos opostos e encontram-se em fases da vida completamente diferentes, o que os leva a fazer uma complicada escolha. 

A praia que os juntou vê-os, agora, partir, mas o amor e os momentos que passaram juntos, ficaram gravados a fogo no coração e na memória de cada um, perdurando no tempo, apesar de todas as partidas pregadas pelo destino.

Já tive o prazer de ler muitos livros do Nicholas Sparks, cada um melhor que o outro, mas este ultrapassou completamente as minhas expectativas, em primeiro lugar, por ter sido inspirado numa história verídica, e em segundo, pela forma inteligente e cativante com que o autor misturou a realidade com a ficção, tendo sempre o cuidado de nunca revelar a verdadeira identidade dos personagens da história.

Achei também muito interessante a contextualização que Sparks faz no inicio, levantando um pouco o véu sobre a forma como descobriu esta maravilhosa história e o caminho que fez para encontrar os seus protagonistas e que o inspirou para escrever este livro. Como aspirante a escritora que sou, fiquei extremamente maravilhada com todo este percurso criativo.

As personagens são extremamente ricas, talvez por serem inspiradas em pessoas reais, com personalidades e histórias de vida com o qual qualquer pessoa se consegue identificar, o que faz desta história ainda mais fascinante e comovente. Além disso, os sentimentos das personagens estão tão bem descritos, ao ponto de o próprio leitor conseguir sentir a sua dor.

Portanto, se gostam de romances comoventes e verdadeiros e/ou são fãs de Nicholas Sparks, como é, não deixem de ler este livro, prometo que não se vão arrepender.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Eu e uma Tese | O Processo de Escrita


Depois de falar sobre a escolha do tema, decidi saltar uma etapa e falar já sobre o processo de escrita do relatório, uma vez que é nesta fase que me encontro agora e é também a razão da minha ausência aqui no blog nestas ultimas semanas.

Esta ausência aqui no blog foi algo que eu não consegui mesmo evitar… No final de Março comecei a escrever a parte do quadro teórico do relatório (isto é, a fundamentação, conjugando as minhas concepções de disciplina com a de outros autores), e entrei num grande bloqueio mental e criativo, que fez a minha ansiedade subir para o nível máximo ao ver que o tempo passar e eu ainda não tinha nada de jeito feito. 

Por isso, houve um momento em que tive de definir prioridades e a prioridade máxima naquele momento tinha de ser mesmo o relatório. Tive mesmo de me obrigar a focar naquilo para ver se conseguia fazer com que a escrita fluísse, quer eu gostasse do que estava a escrever ou não. E, em algum momento, consegui.

Na semana passada consegui acabar aquele capitulo. Foi um bocadinho tirado a ferros, mas consegui, e foi uma sensação tão boa quando finalmente terminei, foi uma sensação de missão cumprida.

Como já devem ter entendido, o processo de escrita deste capitulo foi algo doloroso. Sempre que ia para a frente do computador, ficava com um bloqueio tremendo. Escrevia, apagava, depois escrevia e apagava outra vez. Nunca ficava satisfeita com aquilo que escrevia, nada me fazia sentido. Houve também uma altura em que sabia aquilo que queria escrever, mas apenas não sabia como o colocar no papel. 

Cheguei até a duvidar das minhas capacidades, a duvidar se seria capaz de terminar o relatório até Junho com aquele ritmo. Depois foi ver o tempo a passar e ainda não tinha nada feito, isso é que foi o mais doloroso para mim, foi isso que levou a minha ansiedade para o nível máximo, o que também foi um dos factores do meu bloqueio. A certa altura eu já estava tão, mas tão nervosa (e ansiosa), que já não conseguia mesmo fazer nada de jeito.

Nessa altura, tive mesmo de fazer alguma coisa. Tentei relaxar o máximo que consegui e deixar de me preocupar com o facto de que o tempo estava a passar e que ainda não tinha nada feito, e estipulei com a minha orientadora uma data limite para entregar aquele capitulo. A partir dai a coisa começou a fluir com mais facilidade e acabei por conseguir terminar perto da data estipulada.

E pronto, o primeiro capitulo do relatório está terminado (por enquanto…), mas ainda faltam pelo menos mais cinco, por isso, ainda tenho um longo caminho pela frente…

Para terminar, queria só salientar aqui uma coisa: cada um tem um ritmo e um processo de escrita diferente. Uns podem ter mais facilidade e as palavras começam a fluir logo, e outros são um bocadinho mais lentos, mas não se preocupem, porque tudo se consegue, basta manter a calma, relativizar a coisa, e tudo irá correr bem.

quinta-feira, 21 de março de 2019


Há umas semanas apresentei-vos uma nova rubrica aqui no blog, chamada Eu e uma Tese, onde vou partilhar convosco todo o meu percurso de realização de uma tese/relatório final. 

Nessa publicação disse ainda que o primeiro post da rubrica sairia na quarta-feira seguinte, mas infelizmente não me foi possível fazê-lo, por isso decidi adiar para a semana a seguir. Como é obvio, não cheguei a publicar nada como era suposto, devido á minha mania de escrever os posts no dia em que os vou publicar e calhar num dia em que não me sai nada de jeito, por isso acabei por desistir e tentar noutro dia, que por sinal foi hoje, felizmente.

Mas enfim, vamos passar ao que interessa…

De uma forma assim muito resumida, este relatório consiste num relatório de projeto de investigação. Isto é, ao longo dos dois anos de mestrado temos de fazer uma investigação, sobre um tema que seja transversal aos contexto de creche e de jardim de infância, ou melhor, sobre algum problema ou sobre alguma coisa que achemos que deva ser melhorada nesses contextos, e depois procurar estratégias para os resolver ou melhorar de alguma maneira.

A escolha do tema foi feita logo no primeiro ano, durante o estágio em creche. No inicio não sabia muito bem o que escolher, não sabia muito bem o que devia observar porque nunca tinha estado com crianças daquelas idades (mais ou menos crianças de 2/3 anos) e também só agora estava a começar a estudar sobre os assuntos da Educação Pré-Escolar. Deixei, então, passar alguns dias e acabaram por surgir dois potenciais temas que eu poderia abordar: o brincar e disciplina/resolução de conflitos.

Depois de falar com a minha educadora cooperante e de procurar alguma orientação, também, junto da minha irmã e da minha mãe, cheguei á conclusão de que não valaria a pena abordar o tema do brincar, visto ser um tema já muito escolhido e trabalhado por outras colegas minhas, e que o tema da disciplina seria o mais apropriado, tendo em conta que era algo em que eu sentia muitas dificuldades e iria servir para eu aprender algumas coisas que me dariam jeito no futuro.

Assim, a minha tese passou a ter um nome - A Disciplina nos Contextos de Creche e Jardim de Infância-, e tudo se tornou real na minha cabeça. Eu ia finalmente fazer isto. Estava entusiasmada para começar, mas ao mesmo tempo cheia de medo. Será que vou conseguir trazer alguma coisa de novo a este tema? Serei eu capaz de fazer alguma coisa de jeito e terminar esta fase da minha vida com alguma coisa que me orgulhe?

Bom, não há forma de saber, só resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos.

domingo, 10 de março de 2019

Aos 60 anos da Barbie!


Ao que parece, a Barbie acabou de fazer 60 anos, e como grande fã que sou, não podia deixar de assinalar este facto aqui no blog.

Durante toda a minha infância, a minha brincadeira preferida foi brincar com as Barbie's. Adorava pentear-lhes os cabelos, mudar-lhes as roupas. Ui! As roupas… O que eu delirava com aquelas roupas…  E os sapatos… Era capaz de passar uma tarde inteira naquilo, a criar histórias que mais pareciam novelas brasileiras. É verdade, eu só conseguia falar em brasileiro com elas, não sei porquê, mas a história ganhava outra magia. 

Depois das bonecas vieram outros acessórios. A mini pastelaria, com o fogão, vários tipos de bolos, bolinhos e bolachinhas em plástico, que pareciam verdadeiros, a máquina do café, o bule e as chaveninhas... Ah!! E a máquina registadora, claro! Também tive os acessórios da sala, com o sofá, a mezinha de centro, o candeeiro, livros e revistas, um ramo de flores cor de rosa numa jarra verde… Por fim, veio o carro… Lembro-me muito bem de ver na televisão os anúncios sobre o Fiat 500 da Barbie e de pensar “Quero!! *.*”… Infelizmente, não foi esse que tive (acho que esse apareceu mais tarde nas lojas, acho eu), mas consegui que me oferecessem um cabriole azul escuro, que deu muito bem para o gasto.


Havia também uma coleção espetacular de vestidos de vários países do mundo, e cada um trazia uma revista com várias curiosidades desse pais. É claro que eu também fiz essa coleção toda. A minha irmã mais velha, que nessa altura também era fanática pela Barbie e brincava comigo de vez em quando, ficou com alguns dos vestidos mais bonitos, porque tinha medo que eu os estragasse, e tinha razão, eu na época era um pouco estragadora…


E os filmes? Meu deus, os filmes… O que eu delirava com aqueles filmes… O Lago dos CisnesA Barbie e as Sapatilhas MágicasO Quebra NozesA RapunzelA Princesa e a PlebeiaA Barbie Fairytopia…  Foram imensos os filmes protagonizados pela Barbie que fizeram parte do meu imaginário e de milhares de crianças espalhadas pelo mundo fora.


Hoje, a Barbie está mais crescida, mais adulta, mais ativista e mais inclusiva do que nunca, e com certeza que continua a fazer as delicias de crianças pelo mundo fora.

Parabéns, Barbie!! Que venham mais 60!!
 
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